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Negócios e TI

Lucro da Oi cai 71,2% no 3° trimestre, para R$ 64 milhões

23 out 2009 - 20h26
(atualizado em 23/10/2009 às 10h25)
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A operadora Oi, que concluiu no começo do ano a compra da Brasil Telecom (BrT), teve lucro de R$ 64 milhões no terceiro trimestre, ante ganho proforma de R$ 222 milhões um ano antes.

Segundo a empresa, a queda do lucro na comparação anual foi consequência de uma menor geração de caixa, prejudicada por custos não recorrentes de R$ 290 milhões relacionados à operação de telefonia móvel em São Paulo, ainda deficitária, e por consultoria para aquisição e incorporação da BrT.

Além disso, segundo o diretor financeiro da Oi, Alex Zornig, o resultado do terceiro trimestre sofreu com distorções fiscais.

"A Oi amortizava o ágio de aquisição e gerava prejuízo fiscal em uma empresa e tinha lucro tributável em outra", explicou. "Com as incorporações ao longo deste trimestre, estamos diminuindo bastante essas distorções fiscais", acrescentou o executivo a jornalistas.

Apesar da queda do lucro na comparação anual, houve melhora em relação ao segundo trimestre deste ano, já que de abril a junho o grupo de telecomunicações teve prejuízo líquido de R$ 146 milhões.

Diante disso, a Oi registrou no trimestre Ebitda ¿ sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ¿ de 2,36 bilhões de reais, queda de 8,4% ante igual intervalo de 2008.

A margem Ebitda caiu de 34% para 31,3%.

Receita estável

A Oi teve receita líquida consolidada de R$ 7,6 bilhões no terceiro trimestre, estável em relação ao mesmo intervalo de 2008. O grupo encerrou setembro com 60,5 milhões de clientes, expansão de 651 mil novos usuários no trimestre e de mais de 7,5 milhões em 12 meses.

"A Oi Móvel ainda é a principal alavanca, com adições de 886 mil novos clientes no terceiro trimestre e de 7,7 milhões desde setembro de 2008, principalmente devido ao bom desempenho em São Paulo, onde a Oi já supera 10 por cento de participação de mercado", informou a empresa.

A companhia encerrou setembro com dívida líquida de R$ 21,1 bilhões, quase o dobro da registrada um ano atrás, mas 500 milhões menor do que em junho. A variação anual do endividamento decorre de empréstimos para a compra da BrT.

O resultado financeiro nos três meses até setembro foi negativo em R$ 537 milhões, aumento de 41 milhões ante o trimestre anterior e redução de 13,1% em relação ao período de julho a setembro de 2008.

O grupo investiu R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre, acumulando R$ 3,2 bilhões no ano até setembro. A Oi mantém a previsão de investir entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em 2009, o que significa desembolso de, no mínimo, R$ 1,8 bilhão pela companhia de outubro a dezembro.

Os recursos irão, entre outras coisas, para a rede móvel em São Paulo e para banda larga. Segundo Zornig, a Oi está reforçando as redes de fibras ópticas em 10 cidades, especialmente no Sul, em área de concessão da BrT, para oferta de acesso ultraveloz à internet.

Em três das 10 cidades o produto da Oi já começou a ser oferecido: Maringá e Londrina, no Paraná, e no Recife (PE). A empresa não revelou quais são os outros municípios.

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