Jordi Martí, arquiteto: "Um toldo verde na varanda é como ter um radiador sobre a janela"
A indústria aponta que essa afirmação tem algumas lacunas e a resposta está na física
Com a chegada dos meses de calor na Europa, as fachadas dos edifícios exibem sua particular armadura de verão: os toldos. Na Espanha, a cena é bastante característica ao caminhar pelas ruas e, curiosamente, a cor que mais se destaca no país é o verde. E embora pareça o escudo perfeito contra a insolação, uma recente advertência técnica abalou o que se acreditava sobre o seu efeito protetor.
Uma das vozes mais importantes é a de Jordi Martí, arquiteto técnico que fez uma analogia bastante forte, citada pela Decosfera: ter um toldo verde escuro é "como ter um radiador diante da janela". E sua premissa se baseia em um princípio incontestável da física dos materiais, já que a absorção da radiação solar varia bastante de acordo com a cor.
Isso é algo bem conhecido no mundo da moda e presente no senso comum: no verão, normalmente se opta por roupas claras por refletirem melhor o calor. Já vestir roupas escuras em pleno verão, na prática, é uma má ideia, pois a transpiração é praticamente garantida.
Isso acontece exatamente da mesma forma com os toldos, já que, enquanto cores claras (como o branco puro) refletem a maior parte da radiação luminosa e aquecem menos, cores escuras absorvem a luz e o calor. Isso faz com que um toldo verde escuro possa chegar a absorver entre 80% e 90% da radiação solar, uma cifra que, no caso das lonas pretas, chega a cerca de 98%.
Segundo Martí, o tecido aquece de forma drástica e gera uma "bolsa de calor" estagnada sob o toldo. E isso é um problema ...
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