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Japão quer salvar a família imperial, mas proposta causa indignação e acusações de discriminação contra mulheres

Nada de imperatrizes, somente imperadores

13 jul 2026 - 13h05
(atualizado às 19h19)
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Foto: Unsplash/Justin Lim / Xataka

A família imperial japonesa, considerada a monarquia hereditária mais antiga do mundo, enfrenta um problema cada vez mais urgente: a falta de herdeiros homens. Para evitar uma possível crise sucessória nas próximas décadas, o governo apresentou uma reforma da Lei da Casa Imperial. Em vez de permitir que mulheres assumam o trono, porém, a proposta aposta em outra solução (e ela tem provocado forte reação no país).

O projeto prevê que homens descendentes, por linha paterna, de antigos ramos da família imperial possam ser adotados pela Casa Imperial. Esses ramos perderam seu status após a Segunda Guerra Mundial, quando uma reforma imposta durante a ocupação americana reduziu drasticamente o número de membros da dinastia.

Na prática, esses homens passariam a integrar oficialmente a família imperial e ajudariam a garantir sua continuidade. Embora eles próprios não tenham direito imediato ao trono, seus futuros filhos homens poderiam entrar na linha sucessória.

A proposta, no entanto, evita justamente a mudança que boa parte da população japonesa defende há anos: permitir que mulheres possam herdar o Trono do Crisântemo.

Apenas homens podem se tornar imperadores

Atualmente, a legislação japonesa estabelece que apenas homens descendentes pela linha masculina podem se tornar imperadores. Além disso, uma princesa perde seu status de integrante da família imperial ao se casar com um cidadão comum. A reforma ameniza parcialmente essa regra ao permitir que princesas permaneçam exercendo ...

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