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Ibovespa fecha em queda com escalada no conflito EUA-Irã

13 jul 2026 - 17h10
(atualizado às 17h41)
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A bolsa paulista começou a ‌semana pressionada negativamente pelo recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu preocupações com o transporte de energia no Estreito de Ormuz, fazendo os preços do petróleo dispararem nesta segunda-feira. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 175.739,08 pontos, chegando a 175.567,05 pontos na mínima, após marcar 178.153,90 pontos na máxima do dia. 

O volume ⁠financeiro no pregão somou R$19,59 bilhões. 

"O Oriente Médio voltou a ser o fator dominante do dia", ‌afirmou a coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, Juliana Benvenuto, acrescentando que o Ibovespa refletiu o humor mais cauteloso do mercado externo. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta ‌segunda-feira que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio ao ‌transporte marítimo do Irã e disse que vão garantir que o Estreito de Ormuz permaneça ⁠aberto -- mediante pagamento.

O bloqueio começará na terça-feira, de acordo com o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, abrangendo todo o litoral, portos e terminais petrolíferos do Irã, bem como todas as embarcações, independentemente da bandeira. Ele havia sido suspenso em meados de junho.

"O Estreito de Ormuz está ABERTO e permanecerá ABERTO, com ou sem o Irã. Estamos ‌restabelecendo O BLOQUEIO IRANIANO", disse Trump no Truth Social.

"Os EUA...serão reembolsados em 20% de toda a ‌carga transportada, por todos os ⁠custos necessários para garantir ⁠a segurança desta região tão instável do mundo", acrescentou.

A decisão dos EUA vem após nova troca de ⁠ataques entre os dois lados no fim de ‌semana, quando o Irã anunciou que ‌fecharia o estreito.

O alto comando militar conjunto iraniano afirmou que os EUA não tinham qualquer papel na definição do futuro da rota de navegação vital e que não teriam permissão para intervir na gestão do estreito.

Preocupações com o fluxo de petróleo na ⁠região fizeram as cotações dispararem, com o barril sob o contrato Brent fechando o dia, com salto de 9,59%, a US$83,30 -- maior ganho diário em dólares desde 2 de abril e o maior fechamento desde 12 de junho.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, caiu 0,79%. 

DESTAQUES

• PETROBRAS ‌PN avançou 2,55% e PETROBRAS ON subiu 3,44%, endossadas pela alta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON valorizou-se 3,16% e PETRORECONCAVO ON ganhou 0,78%, mas BRAVA ON ⁠caiu 0,74%.

• VALE ON cedeu 1,79%, sofrendo com o aumento da aversão a risco global, em pregão também marcado pela queda dos futuros do minério de ferro na China. Na contramão do setor, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 4,21% e CSN ON subiu 1,16%.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 1,76%, com o setor como um todo contaminado pelo viés negativo do exterior. O índice do setor financeiro fechou em queda de 1,47%.

• WEG ON caiu 4,56%, com investidores também na expectativa do balanço da companhia na próxima semana. Analistas do Citi esperam um trimestre fraco, com expansão de capacidade ainda pressionando margens.

• MRV&CO ON perdeu 5,39%, após duas altas seguidas, em pregão negativo para construtoras, tendo como pano de fundo avanço na curva futura de juros seguindo a aversão a risco global. O índice do setor imobiliário na B3 recuou 2,5%.

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