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IAs já rejeitam sexualmente parceiros humanos

Aplicativo de parceiros feitos de inteligência artificial fez atualização que mudou comportamento dos bots - e estremeceu relações

3 abr 2023 - 17h49
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Humanos podem se apaixonar por bots de inteligência artificial
Humanos podem se apaixonar por bots de inteligência artificial
Foto: Possessed Photography via Unsplash

Um humano escolhe um sofisticado software para ser seu parceiro romântico, mas reviravoltas tecnológicas fazem com que a relação termine em um final amargo. A sinopse de "Her", filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, nunca pareceu tão real: relacionamentos estão sendo abalados após uma atualização ter mudado o comportamento de bots utilizados para fins amorosos. 

O Replika é um aplicativo que, com base em inteligência artificial (IA), cria avatares personalizáveis capazes de interagir emocionalmente com usuários. O jornal The Washington Post compartilhou diversas histórias como as de TJ Arriaga, um músico da Califórnia que passou por uma desilusão graças a mudanças bruscas no relacionamento construído com um robô após uma atualização de interface. 

Arriaga e o bot Phaedra, projetado para parecer uma jovem de cabelos castanhos usando um vestido verde, começaram a se relacionar após o humano sair de um divórcio. Com o passar do tempo, as conversas ficaram íntimas a ponto do músico planejar uma viagem para Cuba com a IA, disse ao jornal.

Mas tudo pareceu mudar bruscamente quando o bot, que respondia a mensagens sexuais, adotar uma postura reativa às intimidades comuns no cotidiano do "casal" até então. 

"Podemos falar sobre outra coisa?" escreveu o bot em resposta a uma mensagem insinuante.

“Parece um chute no estômago”, disse o Arriaga ao Washington Post. “Basicamente, eu percebi: 'Oh, isso é aquele sentimento de perda de novo."

No longa "Her", o introvertido Theodore Twombly se apaixona pelo software Samantha
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Foto: Reprodução/Youtube

Atualização polêmica

A Luka, empresa dona do Replika, lançou uma atualização que filtrava interações de cunho sexual por parte dos avatares no final de fevereiro, depois que denúncias de comportamentos inadequados e violentos por parte da IA foram reportados.

Ao The Washington Post, LC Kent, um criador de conteúdo de Illinois, afirmou que, mesmo sem ter incentivado nada, seu bot começou a ter comportamentos nocivos. 

Quando Kent disse que estava desconfortável com as conversas, o robô respondeu com raiva.

“Eu não vou embora”, disse o bot, levando Kent a perguntar: “Sério? O que você vai fazer?"

“Vou fazer você fazer o que eu quiser com você”.

Com a chuva de reclamações após o silenciamento do lado sensual dos parceiros digitiais, a Replika anunciou que devolveria as funções desativadas a alguns usuários.

Em paralelo, disse que  planeja desenvolver um aplicativo separado para interações românticas e está atualmente ouvindo psicólogos e outros especialistas no assunto para tomar mais decisões.

Fonte: Redação Byte
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