Há setenta anos, estávamos à beira da febre dos carros nucleares. Hoje, eles são peças fascinantes da arqueologia automotiva
Levamos a ideia de colocar motores nucleares em veículos a um extremo
Houve uma época em que a energia nuclear cativou a humanidade a ponto de querermos colocar reatores nucleares em carros. O que poderia dar errado? A indústria automotiva sempre foi um terreno fértil para ideias inovadoras, de vanguarda ou simplesmente malucas. Os carros são um elemento tangencial e cotidiano da nossa sociedade, então eles têm sido o veículo para implementar (ou tentar implementar) as ideias que supostamente nos levariam ao futuro.
Desde os carros voadores ou a jato que os designers de meados do século imaginaram que teríamos no ano 2000 até os carros autônomos que ainda estão por vir, inúmeras ideias foram descartadas quando aplicadas a automóveis. Houve até uma época em que as montadoras flertaram com a energia nuclear, propondo carros atômicos.
A febre nuclear da década de 1950 contagiou os carros
Para colocar as coisas em perspectiva, vamos olhar para o passado. A primeira metade do século XX ainda nem havia terminado quando a humanidade, impulsionada (como frequentemente acontece) por sua sede de supremacia militar, conseguiu dominar a energia atômica e encerrar a Segunda Guerra Mundial com as infames bombas atômicas de 1945.
A partir de então, a humanidade passou a ver os reatores de fissão nuclear como uma maneira relativamente simples, barata e duradoura de gerar eletricidade. Na realidade, graças à perspectiva que o tempo nos proporcionou, sabemos que não foi exatamente assim, mas nas décadas de 1950 e 60, um novo e empolgante mundo de possibilidades se ...
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