Há 2 mil anos, um homem tentou fugir de uma erupção vulcânica levando as ferramentas da própria profissão
Novo estudo com raios X e tomografias revelou objetos escondidos em um molde humano do Jardim dos Fugitivos, uma das áreas mais marcantes das ruínas de Pompeia
Imagine a cena. Você está em casa, em um dia aparentemente comum, quando começa a ouvir gritos na rua. Ao olhar pela janela, vê pessoas correndo em desespero. Ao longe, uma coluna de cinzas e rochas incandescentes sobe de um vulcão que todos acreditavam estar adormecido.
Foi algo parecido que os moradores de Pompeia viveram há quase 2 mil anos, quando o Vesúvio entrou em erupção e cobriu a cidade romana com cinzas, pedras vulcânicas e material piroclástico.
Agora, pesquisadores acreditam ter descoberto o que uma das vítimas levou ao tentar escapar: uma maleta médica.
Quando o Vesúvio despertou
As ruínas de Pompeia foram redescobertas há séculos e seguem sendo estudadas por arqueólogos do mundo todo. O principal objetivo dessas investigações é entender o que aconteceu no dia da erupção do Vesúvio, em 79 d.C., data tradicionalmente associada a 24 de agosto, embora algumas pesquisas indiquem que o desastre possa ter ocorrido em outubro.
Naquele episódio, Pompeia e outras localidades próximas, como Herculano, Estábia e Oplontis, foram soterradas por uma camada de cinzas. Mesmo depois de tantas pesquisas, a cidade continua revelando detalhes inesperados sobre os últimos instantes de seus habitantes.
O Jardim dos Fugitivos
Um dos pontos mais conhecidos de Pompeia é o Orto dei Fuggiaschi, ou Jardim dos Fugitivos. No local, foram encontrados os restos de cerca de 13 vítimas da erupção.
A força dessas imagens vem do método desenvolvido pelo arqueólogo Giuseppe Fiorelli. Ele percebeu que, no...
Matérias relacionadas
A hipertensão chegou aos jovens. E o motivo vai além da alimentação
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.