Anvisa aprova a primeira caneta emagrecedora brasileira; tudo o que sabemos sobre o medicamento até agora
Ozivy é a primeira versão sintética de semaglutida aprovada no Brasil após o fim da patente do Ozempic
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (26/5), o registro do medicamento Ozivy, a primeira "caneta emagrecedora" brasileira baseada em semaglutida sintética. O anúncio foi publicado em um comunicado oficial no site do governo federal e representa um avanço importante no mercado dos medicamentos GLP-1, popularizados por produtos como Ozempic e Wegovy.
Desenvolvido pela farmacêutica EMS, o Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo das canetas da Novo Nordisk e foi autorizado para o tratamento de diabetes tipo 2. A aprovação acontece pouco mais de dois meses após a expiração da patente da semaglutida no Brasil, dando início a uma possível batalha bilionária entre laboratórios. E o detalhe mais importante: o medicamento não é um genérico tradicional, mas inaugura uma categoria inédita no país.
Ozivy: uma nova geração de semaglutida no Brasil
A aprovação do Ozivy representa um marco técnico para a indústria farmacêutica brasileira. Até então, todos os medicamentos com semaglutida registrados no país eram produzidos por processos biológicos, moléculas complexas fabricadas a partir de organismos vivos ou técnicas de biotecnologia. O novo medicamento da EMS segue um percurso diferente por ser um análogo sintético da semaglutida. Isso significa que a substância foi produzida por síntese química em laboratório, e não por processos biológicos tradicionais.
Essa diferença muda bastante coisa na produção farmacêutica do medicamento. Moléculas sintéticas...
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