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Google conecta novo cabo transatlântico entre Portugal e EUA

21 jul 2026 - 11h33
(atualizado às 13h48)
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O Google, da ‌Alphabet, conectou com sucesso um novo cabo submarino transatlântico a Sines, em Portugal, informou a empresa nesta terça-feira, adicionando mais uma rota de dados entre os EUA e a Europa.

O feito ocorre em um momento em que a demanda por ⁠serviços de computação em nuvem e inteligência artificial cresce rapidamente.

O ‌sistema de cabos Nuvem, do Google, liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, a Sines, ao sul de Lisboa, ‌passando pelas Bermudas e pelos Açores.

Com extensão ‌de cerca de 7.000km, o sistema é composto por ⁠16 pares de fibras com uma capacidade total projetada de cerca de 384 terabits por segundo.

Giorgia Abeltino, diretora de assuntos governamentais e políticas públicas do Google Cloud EMEA, afirmou que o Nuvem faz parte de uma visão mais ampla, na ‌qual Portugal e Europa invistem na infraestrutura estratégica que sustenta ‌a economia digital.

Os cabos ⁠submarinos constituem ⁠a espinha dorsal da internet, transportando mais de 95% do tráfego global ⁠de dados.

Dois cabos submarinos de ‌alta capacidade já ligam ‌Portugal a outros continentes -- o cabo Equiano, de propriedade do Google, que se estende até a África do Sul passando por outros países africanos, e o EllaLink, que ⁠vai de Sines até o Brasil.

O ministro da Reforma do Estado e da Inovação, Gonçalo Matias, afirmou que o Nuvem faz parte de uma estratégia mais ampla para tornar Portugal um polo de data ‌centers, IA e inovação, ao mesmo tempo em que reforça a resiliência e a soberania digitais da Europa.

"Portugal está se ⁠tornando o que a geografia sempre nos convidou a ser -- a porta de entrada atlântica da Europa, o ponto de encontro de três continentes: Europa, África e Américas", disse ele na cerimônia de aterramento do cabo.

O litoral atlântico de Portugal posiciona o país como um importante centro para cabos submarinos intercontinentais, ajudando a transformá-lo em um polo de atração para centros de dados baseados em IA.

Lisboa também busca aproveitar a abundante energia renovável de baixo custo proveniente de fontes hidrelétricas, solares e eólicas, com mais de 2,6 gigawatts de capacidade em desenvolvimento.

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