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Estes artistas fazem os quebra-cabeças mais complexos que você já viu

Dupla se inspira em formas naturais de fungos, líquens, corais, galáxias e padrões psicodélicos; um deles cria um "quebra-cabeça infinito"

9 dez 2022 - 19h11
(atualizado às 19h12)
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Os quebra-cabeças são inspirados em fungos, líquenes, corais, galáxias, entre outras
Os quebra-cabeças são inspirados em fungos, líquenes, corais, galáxias, entre outras
Foto: Jessica Rosenkrantz / Instagram

O casal de artista Jessica Rosenkrantz e Jesse Louis-Rosenberg está fazendo sucesso com seus quebra-cabeças feitos de madeira cortada a laser, num estúdio de design em Palenville, em Nova York (EUA). Para ilustrar os jogos, eles buscam inspiração em fungos, líquens e corais porque, de acordo com Rosenkrantz, “eles são muito estranhos, comparados a nós”. 

Os dois também extraem ideias da ciência, matemática e da arte. Uma das últimas invenções deles foi o “quebra-cabeças do infinito”. Sem forma fixa e limite definido, ele pode ser montado e remontado várias vezes de formas diferentes.

Eles também criaram um projeto com o Infinite Galaxy Puzzle, que parece uma fotografia da Via Láctea que pode ser vista de vários ângulos. A ideia é que toda vez, ao ser montado, o quebra-cabeças permita ver uma parte diferente da imagem.

Louis-Rosenberg explica que o design é inspirado na topologia "incompreensível" do modelo geométrico de uma garrafa de Klein: uma "superfície fechada não orientável", sem dentro, fora, para cima ou para baixo.

Projeto “Infinite Galaxy Puzzle”, elaborado pelo casal
Projeto “Infinite Galaxy Puzzle”, elaborado pelo casal
Foto: Nervous System

A partir disso, algumas perguntas foram levantadas nas redes sociais: “Um quebra-cabeça que nunca termina? O que isso significa? É mesmo um quebra-cabeça se não acabar?”, questionaram.

As motivações envolvidas em sua criação também foram questionadas: “Que pessoas más, loucas e maníacas criariam um quebra-cabeça tão covarde que você nunca pode terminar?”, contou Rosenkratz sobre os comentários. 

Em 2021, a dupla fez uma colaboração com a artista e engenheira Amanda Ghassaei e construíram um simulador interativo baseado na física, alimentado por “dinâmica de fluidos” e matemática. No projeto, fluxos turbulentos de cores psicodélicas mergulham nas peças do quebra-cabeça.

“Há muito mais coisas para explorar quando você não está limitado pelas realidades físicas de trabalhar com uma bandeja de água”, defende Ghassaei.

O casal chegou a estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Ela recebeu diplomas de biologia e arquitetura. Ele desistiu do curso de matemática após três anos. E os dois consideram o processo criativo “complicado”: ficam com uma ideia, e em seguida, a transferem para os jogos. 

Antes de trabalharem com os quebra-cabeças, Rosenkrantz e Louis-Rosenberg se aventuraram por várias áreas. Eles começaram em 2007 a fazer joias, depois esculturas impressas em 3D (Growing Objects) e ainda, posteriormente, um vestido cinemático que está hoje na coleção do MoMA (Museu de Arte Moderna dos EUA).

Fonte: Redação Byte
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