Depois de sete engenheiros, duas empresas e um investimento de US$ 2,3 milhões, a Índia se deparou com um problema: uma ponte de 90 graus
Sete engenheiros, uma construtora e a empresa que projetou a obra não levaram em consideração que uma curva de 90 graus em uma ponte pudesse ser um problema
Um pequeno erro de cálculo pode ser fatal se se acumular ao longo de uma cadeia de comando. Um desvio de centímetros, por exemplo, pode resultar em uma estrada desviando-se vários metros do traçado original após dezenas de quilômetros já terem sido construídos.
Esses erros podem acontecer e ter consequências dramáticas quando alguém, já em andamento no projeto, percebe o que ocorreu. São pequenos desvios, erros de cálculo muito insignificantes que projetistas, desenhistas e engenheiros tentam corrigir ao longo de todo o projeto.
Em última análise, a possibilidade de alguém cometer um erro sempre existe, e é algo que pode acontecer. No entanto, há casos diferentes. São os chamados "erros invisíveis", aqueles que só aparecem quando o projeto já está em andamento ou mesmo concluído.
Mas o que aconteceu na cidade de Aishbagh, uma área industrial no norte da Índia, não se encaixa exatamente na definição de "erros invisíveis".
Por exemplo, a imagem no topo deste artigo.
Sete engenheiros suspensos e US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 11,8 milhões) desperdiçados
"Controverso." É assim que a NDTV descreve a chamada "Ponte de 90 Graus". Uma descrição que, evidentemente, parece modesta demais para aqueles que decidiram suspender os sete engenheiros responsáveis pelo projeto (dois deles engenheiros-chefes) e investigar as empresas envolvidas.
O problema era tão simples quanto o nome sugere. O Departamento de Obras Públicas (PWD) precisava construir uma ponte para cruzar alguns trilhos de trem. A ...
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