"Contratamos muitas pessoas sem diploma de bacharel": formação universitária perde cada vez mais força nas contratações do Vale do Silício — como as pessoas estão se preparando?
Paixão é mais importante, mas tem algo em particular que as empresas buscam
Uma das premissas mais sólidas da indústria de tecnologia está sendo silenciosamente desmantelada. Durante décadas, possuir um diploma de universidades de elite, como Stanford ou Harvard, era o passaporte garantido para o sucesso no Vale do Silício. No entanto, gigantes como Google, Microsoft, Apple e Cisco estão mudando as regras do jogo e priorizando habilidades práticas em vez de certificados acadêmicos.
O Google, que nasceu dentro dos laboratórios de Stanford, é um dos maiores símbolos dessa transição. Entre 2017 e 2022, a porcentagem de vagas na empresa que exigiam curso superior caiu de 93% para 77%. O próprio cofundador da companhia, Sergey Brin, admitiu recentemente que a empresa tem contratado muitos talentos que "simplesmente se viram sozinhos", aprendendo de forma autodidata em cantos remotos do mundo.
Habilidades reais superam currículos tradicionais
A ascensão da inteligência artificial e a facilidade de acesso ao conhecimento técnico transformaram a maneira como as empresas avaliam o potencial de um candidato. Para muitos executivos, o desempenho acadêmico nem sempre reflete o caráter ou a capacidade de resolver problemas complexos no dia a dia.
- Em vez de analisar o nome da faculdade, os recrutadores estão olhando para o portfólio e para avaliações baseadas em projetos reais.
- Na Palantir, o CEO Alex Karp afirma que, após a contratação, ninguém se importa se o funcionário veio de uma universidade da Ivy League ou se nunca frequentou a faculdade; todos são tratados ...
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