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Telescópio usado há 400 anos por Galileu é exposto nos EUA

3 abr 2009 - 16h07
(atualizado às 16h51)
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Um telescópio de pouco mais de 91cm usado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei, cujas descobertas revolucionaram a astronomia, é a principal atração de uma exposição no Franklin Institute. Em sua primeira viagem para fora da Itália, o telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria copernicana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.

Telescópio de 91cm e 400a nos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu Galilei
Telescópio de 91cm e 400a nos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu Galilei
Foto: AP

"Não haverá uma segunda vez nos Estados Unidos", disse Paolo Galluzzi, diretor do Instituto e Museo Nationale di Storia della Scienza de Florença, na Itália, que emprestou o telescópio, ao comentar a turnê nos EUA. A exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia", que começa no sábado e ocorre até 7 de setembro, é o evento inaugural do Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400° aniversário das descobertas de Galileu.

O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20. Depois da estada na Filadélfia, a exposição viajará a Estocolmo por cerca de uma semana antes de voltar a Florença.

Dennis Wint, presidente do Franklin Institute, disse que a exposição examina o impacto de Galileu sobre a ciência, a relação entre arte e ciência na Renascença da família Médici, a relação de Galileu com a Igreja e a relevância do astrônomo hoje. "Seus feitos transformaram o curso da história humana", disse Wint em uma entrevista coletiva.

A exposição também inclui instrumentos astronômicos e matemáticos do século XVI, assim como livros científicos contemporâneos, mapas e retratos dos duques de Médici da Toscana que governaram a região italiana entre os séculos XV e XVIII.

Galileu dedicou o livro registrando suas descobertas ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa, de acordo com a exposição. Muitos dos instrumentos científicos em exposição mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.

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