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Ciência

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Seu cérebro não pede açúcar à toa quando você está ansioso

Comida pode funcionar como refúgio em momentos de estresse, mas emoções profundas, como tristeza e luto, costumam provocar o efeito contrário

23 mai 2026 - 11h09
(atualizado em 24/5/2026 às 12h45)
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Foto: Xataka

Chegar ao fim do expediente, fechar o computador e sentir a ansiedade lá em cima pode ser a combinação perfeita para ir até a cozinha quase no automático. E, nessa hora, geralmente não é uma salada ou uma maçã que parece chamar atenção. O cérebro costuma pedir algo mais imediato, como uma pizza, um doce ou um pote de sorvete.

Mas isso não é apenas gula. É neurobiologia.

A comida como regulação emocional

A relação dos seres humanos com a comida vai muito além da necessidade de calorias para sobreviver. Ao longo da evolução, comer também se tornou uma das ferramentas mais primitivas de regulação emocional.

Mas esse mecanismo não funciona sempre do mesmo jeito. Enquanto o estresse crônico e o cansaço podem empurrar uma pessoa para alimentos ricos em carboidratos, emoções profundamente negativas, como tristeza extrema ou luto, costumam provocar o efeito oposto: o apetite simplesmente desaparece.

Por que isso acontece

Quando falamos em comer por estresse, a ciência diferencia esse comportamento da fome fisiológica, aquela que surge aos poucos e pode ser satisfeita por diferentes tipos de alimento.

No caso do estresse, o que aparece é a chamada fome emocional. Ela costuma surgir de repente e vem acompanhada de um desejo muito específico, geralmente por alimentos ricos em açúcar, gordura ou carboidratos simples.

Boa parte dessa resposta está ligada ao eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, um sistema ativado em situações de ameaça. Quando passamos por um estresse agudo, como o risco de ...

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