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RS: fóssil de preguiça gigante que viveu há 10 mil anos é achado

17 out 2012 - 13h46
(atualizado às 13h54)
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Um pescador de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, encontrou no último sábado, preso a sua rede de pesca na Lagoa Mirim, um fóssil de uma preguiça gigante. O material, segundo o diretor do Museu Municipal Coronel Tancredo Fernandes de Mello, Jamil Corrêa Pereira, é parte do fêmur do animal que viveu na região há mais ou menos 10 mil anos e media cerca de seis metros de comprimento.

Um pescador de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, encontrou preso a sua rede de pesca na Lagoa Mirim, um fóssil de uma preguiça gigante que viveu na região há cerca de 10 mil anos
Um pescador de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, encontrou preso a sua rede de pesca na Lagoa Mirim, um fóssil de uma preguiça gigante que viveu na região há cerca de 10 mil anos
Foto: Guacira Santos / Divulgação

De acordo com Pereira, o animal teria sido o maior da espécie que viveu no local naquela época e poderia pesar cerca de 5 mil kg. O material encontrado passará por um processo de catalogação no museu e será exposto aos visitantes. Agora, segundo Jamil, o museu fará uma espécie de parceria com os pescadores locais para contatarem a equipe caso encontrem algum material diferente. "O importante do achado é que a comunidade pescadora se torne parceira do museu, assim como produtores rurais e a comunidade escolar", afirma Pereira.

No ano passado, pescadores encontraram parte da mandíbula de um mastodonte, que também faz parte do acervo do museu. O próximo passo, segundo Pereira, é marcar o local onde o material foi encontrado para futuras buscas. "Vamos marcar com GPS o ponto, pois as pescas podem acabar, os pescadores tiram as redes, e não teremos como saber o ponto exato onde o material foi encontrado", diz.

Santa Vitória do Palmar é um dos maiores sítios paleontológicos do Rio Grande do Sul. É comum encontrarem fosseis na região, por isso os pesquisadores trabalham para a conscientização da comunidade - para, caso encontrem algum material que pareça ser um fóssil, não coletem, mas entrem em contato com o museu para especialistas tomarem os devidos cuidados. "O importante é que a comunidade esteja mobilizada para quando achar material tenha a atitude correta para conservá-lo", afirma Pereira.

Fonte: Terra
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