Estudo diz ter descoberto origem dos primeiros homens da América
11 jul2012 - 17h28
(atualizado às 18h19)
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Os primeiros habitantes da América chegaram ao continente há mais de 15 mil anos procedentes da Ásia em três ondas migratórias, segundo o estudo de uma equipe internacional de cientistas publicado nesta quarta-feira pela revista Nature.
O estudo do genoma de uma ampla seleção de tribos indígenas americanas, do Canadá à Terra do Fogo, demonstra que a população procede de pelo menos três ondas migratórias de habitantes asiáticos que teria chegado ao novo continente através do Estreito de Bering, na Sibéria.
Durante as épocas geleiras - há mais de 15 mil anos -, o Estreito permaneceu congelado e serviu como ponte entre os dois continentes. Embora os analistas calculem que tenham ocorrido pelo menos três grandes migrações, a maioria das tribos descende da primeira delas, conhecida como os "Primeiros Americanos", já que as outras duas se limitaram à América do Norte.
"Durante anos se debateu se os habitantes da América procediam de uma ou mais migrações através da Sibéria, mas nossa pesquisa põe fim a este dilema: os nativos americanos não procedem de uma só migração", ressaltou à agência EFE o cientista colombiano Andrés Ruiz-Linares, do University College de Londres, e autor principal do estudo.
Trata-se da maior pesquisa genética de nativos americanos até o momento, e nela os cientistas analisaram mais de 364 mil variações genéticas, detectadas no DNA de 52 tribos indígenas americanas e de 17 grupos siberianos.
A análise foi dificultada pela presença de material genético procedente de migrações posteriores, principalmente dos europeus e africanos que chegaram à América a partir de 1492. Por isso, os pesquisadores se centraram apenas nas seções do genoma que procediam totalmente dos nativos americanos.
"Tecnicamente, o estudo dos povos nativos americanos representa todo um desafio devido à presença generalizada de traços europeus e africanos nos grupos nativos", indicou Ruiz-Linares. A primeira onda migratória - os "Primeiros Americanos" - teriam se deparado com um continente desabitado, e se estenderam em direção sul seguindo a costa do Pacífico e deixando povoações em sua passagem, um processo que teria durado cerca de mil anos e cujas linhagens podem ser rastreadas do presente.
No entanto, o DNA de quatro tribos da América do Norte demonstra que houve pelo menos duas outras ondas migratórias: a segunda percorreu a costa do Ártico até a Groenlândia, e a terceira se dirigiu rumo às Montanhas Rochosas.
Essas duas levas de imigrantes teriam sido protagonizadas por indivíduos mais próximos à etnia "han", predominante na China, do que os "Primeiros Americanos". Ao avaliar o material genético da tribo dos "aleútes" e dos "inuítes", habitantes do leste e oeste da Groenlândia, os pesquisadores constataram que metade de seu DNA procedia dos integrantes da segunda migração.
No caso dos membros da tribo canadense "chipewyan", que viviam entre as Montanhas Rochosas e a baía de Hudson, os especialistas descobriram que tinham 10% do material genético em comum com os protagonistas da terceira leva migratória.
O DNA dessas quatro tribos nortistas - "aleútes "; "inuítes" do leste; "inuítes" do oeste; e "chipewyan" - contém material das três ondas migratórias, mas a maior parte corresponde à primeira. Isso significa que os habitantes asiáticos da segunda e terceira ondas teriam se relacionado com os primeiros que chegaram à América.
Segundo Ruiz-Linares, isso fica demonstrado pela menor diversidade genética dos nativos da América do Sul, cujo DNA é mais próximo ao dos "Primeiros Americanos". "Haveria uma relativa homogeneidade genética dos nativos desde México até o sul do continente, todos derivariam da mesma corrente migratória da Ásia", explicou Ruiz-Linares.
"O povoamento do México rumo ao sul teria sido relativamente simples, com poucas misturas após a separação dos povos (até a chegada dos europeus em 1492)", acrescentou o pesquisador.
Segundo pesquisa da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, pode ser visto no pescoço de Deus, na cena "Separação da Luz e das Trevas", na capela Sistina, uma estrutura do cérebro
Michelangelo deixou muita coisa escondida nas pinturas da capela Sistina. Os quadros de um dos principais artistas americanos seguiam os princípios dos fractais geométricos. Os primeiros desenhos artísticos da humanidade podem ter sido mais complexos do que se pensava - ou simplesmente a representação de uma genitália. Veja a seguir segredos da arte que médicos, matemáticos, arqueólogos e outros pesquisadores descobriram
Foto: Divulgação
Curvas suaves e detalhes finos das pinturas na caverna Chauvet são tão avançadas que acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos
Foto: HTO / Divulgação
Contudo, um recente estudo indica que os desenhos de Chauvet teriam pelo menos 21 mil anos e, possivelmente, mais de 30 mil
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As primeiras obras de arte do homem pertenceriam à cultura Aurignaciana (entre 28 mil e 40 mil anos atrás)
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Os cientistas descobriram que um desmoronamento fechou a caverna há 21 mil anos
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Outro estudo recente e divulgado logo após o de Chauvet indica que o desenho mais antigo da humanidade na verdade fica em Abri e teria entre 36 mil e 37 mil anos. Curiosamente, a primeira representação do homem seria de uma genitália feminina
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Segundo pesquisa da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, pode ser visto no pescoço de Deus, na cena "Separação da Luz e das Trevas", na capela Sistina, uma estrutura do cérebro
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Os cientistas afirmam que outras estruturas do corpo humano podem ser encontradas escondidas no manto de Deus representado na pintura
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O neuroanatomista Frank L. Meshberger foi o primeiro a encontrar mensagens secretas de Michelangelo na capela Sistina
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
Em 1990, ele identificou um cérebro camuflado na cena "Deus cria Adão"
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A cena "Salman, Booz, Obeth" é uma das que podem ser vistas na capela Sistina
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
Segundo o professor Marcelo Ganzarolli de Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas, e o médico Gilson Barreto, autores do livro A Arte Secreta de Michelangelo, a cena também esconde um desenho secreto
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
Segundo os pesquisadores, pode ser vista uma escápula camuflada, inclusive com detalhes
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"A criação de Eva" teria dois desenhos escondidos, ambos ligados ao pulmão
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No manto da representação de Deus, poderia ser vista a representação de um pulmão
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Segundo autores, chama a atenção Michelangelo ter pintado no Paraíso um pedaço de árvore (no qual Adão repousa) com ramos seccionados e sem folhas. Eles afirmam que ela representa a árvore brônquica
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Autores do livro A arte secreta de Michelangelo dão outra interpretação à cena "Separação da Luz e das Trevas"
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
Segundo o professor Marcelo Ganzarolli de Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas, e o médico Gilson Barreto, o tórax da representação de Deus e seus braços levantados, em forma de "U", associados a uma projeção do tórax na altura dos mamilos em forma de quilha e outros aspectos criam a imagem do osso hioide. Esse osso se situa no pescoço, acima da laringe
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A Sibila Cúmica é outra pintura que pode ser encontrada na capela Sistina
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
De acordo com pesquisadores, pode ser vista parte do coração, inclusive a veia cava (a), a aorta (b), além do diafragma (c)
Foto: A arte secreta de Michelangelo/editora Arx / Divulgação
Além disso, os cientistas afirmam que, em outra parte da pintura, o artista registrou a vista interna do saco pericárdico, com o órgão envolto pelo pericárdio e as duas coronárias
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Segundo pesquisadores, chama a atenção chama a posição da sibila líbica (uma profetisa, filha de Zeus e de Lâmia), impossível de ser reproduzida por uma pessoa
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Os cientistas afirmam que invertendo a imagem em 180°, é possível observar na vestimenta do corpo a articulação do ombro com a cavidade genóide (a) e a cabeça do úmero (b). Além disso, a representação do ombro é semelhante a um desenho de Leonardo da Vinci, contemporâneo de Michelangelo
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A pintura, chamada "A Batalha de Anghiari", estava oculta sob a parede no Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500
Foto: The New York Times
A tela pintada por Da Vinci foi descoberta com a ajuda de equipamentos em infravermelho e laser
Foto: The New York Times
O Palazzo Vecchi, que na era do Renascimento ocupava posição política central na vida de Florença
Foto: Getty Images
Especialista do Museu Melbourne, na Austrália, mostra detalhe de nu descoberto em pintura de Arthur Streeton através de raio-X. A técnica é usada para encontrar coisas escondidas pelos artistas em seus quadros
Foto: AFP
Visitante de museu admira pintura de Jackson Pollock de 1951. As obras do artista surpreenderam os matemáticos quando eles descobriram que elas seguiam o modelo dos complicados fractais, uma área da geometria que tenta explicar os padrões da natureza (apesar de ser bem mais complexa que isso)