Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Pesquisa

Cientistas criam bicho-da-seda que produz teia de aranha

29 set 2010 - 19h01
(atualizado às 19h17)
Compartilhar

Cientistas americanos conseguiram modificar geneticamente bichos-da-seda para fazê-los produzir teia de aranha, um material conhecido por sua resistência e elasticidade excepcionais, segundo trabalhos publicados esta quarta-feira.

Esta técnica abre a via para a produção industrial desta fibra, até agora restrita a laboratórios e em quantidades muito pequenas. "A pesquisa representa um passo importante no desenvolvimento de fibras de seda (de qualidade) superior para aplicações médicas e não médicas", explicou Malcolm Fraser, professor de biologia da Universidade de Notre-Dame (Indiana, norte dos Estados Unidos) e inventor de uma técnica de engenharia genética que permitiu este avanço.

O cientista trabalhou em colaboração com a empresa de biotecnologia Kraig Biocraft e com Randy Lewis, bioquímico da Universidade de Wyoming (oeste), um dos principais especialistas do mundo em bichos-da-seda. "Poder produzir fibras de seda com propriedades das teias de aranha é um dos objetivos chave da ciência de materiais", acrescentou o pesquisador em um comunicado.

O fio natural que forma a teia de aranha tem propriedades físicas excepcionais, entre elas elasticidade e força de tração maiores que a fibra de seda natural. A teia de aranha "artificial", produzida por estes bichos-da-seda transgênicos, tem as mesmas propriedades que as feitas pelas aranhas, afirmou o cientista.

Entre as aplicações biomédicas, os autores destes trabalhos mencionaram fios de sutura mais finos ou fibras para substituir ou reparar tendões e ligamentos rompidos. Estas fibras também poderiam ser utilizadas na fabricação de tecidos mais resistentes e leves, entre outras aplicações industriais possíveis.

O espadarte, ou peixe serra (<i>Pristis perotteti</i>), é caracterizado pela extensão do rosto que tem entre 13 e 22 dentes de cada lado e que lhe dá nome. O maior exemplar capturado tinha 7 m, mas normalmente esse animal tem 2,4 m (machos) e 3 m (fêmeas). Não apenas a <i>Pristis perotteti</i>, mas todas as espécies de peixe serra do planeta são consideradas "criticamente em perigo" de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)
O espadarte, ou peixe serra (Pristis perotteti), é caracterizado pela extensão do rosto que tem entre 13 e 22 dentes de cada lado e que lhe dá nome. O maior exemplar capturado tinha 7 m, mas normalmente esse animal tem 2,4 m (machos) e 3 m (fêmeas). Não apenas a Pristis perotteti, mas todas as espécies de peixe serra do planeta são consideradas "criticamente em perigo" de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)
Foto: Divulgação
AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra