Parece mágica, mas é tecnologia: cientistas encontram maneira de converter calor em refrigeração
Pesquisadores apresentaram o primeiro sistema de refrigeração elastocalórica sem motor elétrico
Cientistas da Alemanha e do Japão criaram um protótipo capaz de converter calor em refrigeração sem usar eletricidade ou motores elétricos. O sistema inovador utiliza duas películas de níquel e titânio com memória de forma: o calor contrai a primeira lâmina, gerando força mecânica para esticar a segunda, que resfria ao liberar a tensão. Nos testes, a tecnologia dispensou fluidos refrigerantes e reduziu a temperatura em 13 °C com até 84% de eficiência a partir de calor residual de até 130 °C.
Usar o calor que sobra para produzir frio — embora pareça mágica, hoje estamos um passo mais perto de tornar isso realidade. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, e da Universidade de Tsukuba, no Japão, conseguiram desenvolver um protótipo que transforma altas temperaturas em ar fresco. E, para completar, ele faz isso sem a necessidade de um motor elétrico.
O dispositivo utiliza duas películas ultrafinas de níquel e titânio que têm memória de forma, cada uma com uma função diferente. Em uma primeira etapa, quando exposta a uma fonte de calor, a primeira película (o atuador) se contrai bruscamente para recuperar sua forma e transforma essa energia térmica em uma força de tração mecânica direta.
Em seguida, essa força estica uma segunda película (o refrigerador), projetada para esfriar quando a tensão é liberada. Esse princípio lembra o de um refrigerante convencional, só que, aqui, não há um fluido que evapore. Em vez disso, o efeito de refrigeração ocorre por meio da deformação de um material sólido. Como o ciclo é acionado por esses movimentos mecânicos, não é necessário um motor elétrico para funcionar.
Como conta o site SciTechDaily, os pesquisadores conseguiram uma redução de temperatura de cerca de 13 °C no material termoelástico nos testes iniciais, a partir de uma temperatura de entrada de 86 °C no atuador. Eles também utilizaram uma fonte externa de calor a 130 °C, que apresentou resultados confiáveis e atingiu 84% da eficiência máxima...
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