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Ciência

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Durante 70 anos, suspeitamos que a vida pudesse estar escondida nas nuvens de Vênus: agora temos o primeiro teste de laboratório para comprovar hipótese

Nesse caso, quanto menos água, melhor

10 set 2026 - 13h13
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Resumo
Um estudo inédito do MIT sugere que as nuvens de Vênus podem abrigar vida. Ao simular em laboratório a densa e hostil atmosfera venusiana com 98% de ácido sulfúrico, os cientistas testaram a resistência de peptídeos essenciais para a biologia. Surpreendentemente, a substância corrosiva não destruiu essas estruturas moleculares, mas preservou seu enovelamento. A descoberta reforça a hipótese de décadas sobre a existência de formas de vida microscópicas no planeta.
Imagem | NASA
Imagem | NASA
Foto: Imagem | NASA / Xataka

Antes de termos conhecimento aprofundado sobre as condições de cada planeta do sistema solar, acreditava-se que Vênus seria um dos melhores candidatos a abrigar vida e receber astronautas. Isso fazia sentido, já que é um dos planetas mais próximos de nós. Eles deveriam ter um clima semelhante, e assim por diante. Hoje sabemos que não é bem assim.

Embora tenha sido difícil estudá-lo devido à densidade de sua atmosfera, ao longo dos anos descobriu-se que Vênus é um planeta verdadeiramente inóspito, com temperaturas próximas a 500ºC, pressão esmagadora e nuvens de ácido sulfúrico ao seu redor. Mas talvez este último aspecto não fosse tão ruim assim. 

Segundo um estudo recente publicado por cientistas do MIT, a atmosfera de Vênus, incluindo suas nuvens corrosivas, poderia abrigar vida. Isso significa que poderíamos viver em suas nuvens? Não exatamente, mas o que poderia prosperar ali certamente é uma reviravolta interessante.

Testes em laboratório para simular atmosfera de Vênus

Esses cientistas simularam a atmosfera de Vênus em laboratório, replicando nuvens com concentrações de ácido sulfúrico próximas a 98%. Nessas condições, eles inseriram uma série de peptídeos, uma versão menor e mais simples das proteínas, necessárias para a vida. Talvez se esperasse que o ácido sulfúrico, conhecido por sua alta corrosividade, destruísse os peptídeos. Contudo, não só não destruiu as proteínas, como estudos anteriores haviam sugerido, como também preservou seu enovelamento.

Paradoxo da água...

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