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Italiana descobre buraco negro insolitamente grande e 'faminto'

Achado desafia teorias atuais sobre esse fenômeno

19 nov 2025 - 11h49
(atualizado às 14h32)
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Cientistas descobriram um buraco negro surgido "apenas" 570 milhões de anos após o Big Bang, mas excepcionalmente grande e "faminto", desafiando as teorias atuais que explicam a evolução dos objetos mais extremos e misteriosos do Universo, dos quais sequer a luz consegue escapar.

Representação artística de um buraco negro supermassivo
Representação artística de um buraco negro supermassivo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A identificação foi feita através de observações do telescópio espacial James Webb, em um estudo liderado pela pesquisadora italiana Roberta Tripodi, da Universidade de Ljubljana, na Eslovênia, e do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália (Inaf), e publicado na revista Nature Communications.

O buraco negro situa-se no centro de uma galáxia extremamente distante, a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra, batizada como "Canucs-Lrd-z8.6", e pertence a uma família de objetos cósmicos apelidada de "pequenos pontos vermelhos", por ser muito difícil observá-los em detalhe.

Novas análises realizadas com o espectrógrafo de infravermelho próximo do James Webb permitiram obter o espectro da galáxia - uma espécie de "impressão digital" de sua luz -, que revelou a presença de gás fortemente ionizado e indícios de uma rotação rápida. De acordo com os autores do estudo, estes são sinais inequívocos da presença de um buraco negro em fase de crescimento, alojado precisamente na região central da galáxia.

"É uma descoberta verdadeiramente extraordinária", afirmou Tripodi. "Observamos uma galáxia que remonta a 570 milhões de anos após o Big Bang, que abriga um buraco negro supermassivo em rápido crescimento. De fato, ele cresce muito mais depressa do que seria de se esperar em uma galáxia tão jovem", acrescentou a astrofísica.

Segundo a italiana, isso coloca dúvidas em "nossa compreensão sobre a formação de buracos negros e galáxias no Universo primordial e abre novos caminhos de investigação sobre como esses objetos se formam".

Os dados indicam que o buraco negro teria uma massa cerca de 100 milhões de vezes maior que a do Sol, um valor insolitamente elevado quando comparado com a massa global da galáxia, que se encontra ainda nos seus estágios iniciais. A descoberta sugere que buracos negros como este podem ter se formado e expandido rapidamente logo nas primeiras centenas de milhões de anos de vida do Universo, diferentemente do que pensavam os cientistas.

Ansa - Brasil
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