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Estudo aponta hábitos de ancestral 'quebra-nozes' do homem

Estudo aponta hábitos de ancestral 'quebra-nozes' do homem

3 mai 2011 - 16h18
(atualizado às 16h49)
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Eles tinham mandíbulas e dentes fortes, capazes de quebrar até as conchas mais duras, entretanto um novo estudo aponta que o Paranthropus boisei, conhecido como o "homem Quebra-Nozes", um dos nossos ancestrais, tinha hábitos alimentares bem diferentes do que se imaginava.

"Ele preferia comer capim e, definitivamente, o mais provável é que ele não quebrasse nozes", afirma o geoquímico da Universidade de Utah, Thure Cerling, principal autor do estudo publicado na Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

Com molares aproximadamente o triplo do tamanho do homem moderno, acredita-se que o Paranthropos boisei tenha povoado a Terra entre 2,3 milhões e 1,2 milhões de anos atrás.

Um fóssil de crânio encontrado na Tanzânia em 1959 rapidamente deu à espécie o apelido de "Quebra-Nozes" por causa de seus dentes grandes, mas os pesquisadores americanos e quenianos afirmam que a espécie pastava nos mesmos campos que os ancestrais das zebras, porcos e hipopótamos. "Os 'Quebra-Nozes' competiam com eles", diz Cerling. "Eles comiam à mesma mesa".

Os pesquisadores usaram uma broca para pulverizar o esmalte do dente, tirando das partes quebradas, amostras de 22 indivíduos que viveram neste período e examinando as proporções de isótopos de carbonos que revelaram o tipo de alimentos que ingeriam.

Eles puderam ver que os espécimes comiam grama tropical e ervas que faziam a fotossítese do tipo C4. Uma dieta semelhante só tinha sido vista em uma espécie extinta de babuíno comedor de capim, dizem os pesquisadores. "A alta proporção de vegetação C4 na dieta do Paranthropus boisei o diferencia de qualquer outro hominídio até hoje", diz o coautor Kevin Uno, da Universodade de Utah.

Os resultados mostram um excelente caso de estudo de análises de isótopos dos dentes que podem ser feitos com outros primatas, especialmente da África Oriental.

Pesquisadores Louis Jacobs e Nancy Stevens escavam parte de um membro do dinossauro fossilizado em Angola
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Foto: AP
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