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Criosfera I: cientista diz o que espera no 1º ano de pesquisas

9 jan 2012 - 09h47
(atualizado às 10h00)
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Resultado de 30 anos de pesquisa e aprendizado dentro do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e fruto de uma iniciativa única do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, o módulo de pesquisa Criosfera I é o primeiro do Brasil a operar de forma autônoma e remota no interior do continente antártico. De acordo com o físico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Heitor Evangelista, que também é o coordenador deste módulo, espera-se que nos próximos anos o módulo Criosfera I se estabeleça como uma plataforma de pesquisa multiusuária com grande potencial para estudos voltados para a biotecnologia, física e química da alta atmosfera e a astrofísica de altas energias.

Equipe de pesquisadores próximo ao primeiro módulo de pesquisa brasileira no interior da Antártida
Equipe de pesquisadores próximo ao primeiro módulo de pesquisa brasileira no interior da Antártida
Foto: Divulgação

Confira o especial sobre a Antártida

Durante a Expedição Criosfera (que se encerra no final de janeiro de 2012), o módulo abrigará experimentos voltados para o estudo da atmosfera antártica e sua relação com o manto de gelo. O espaço é dotado de sistemas eólico e solar que permitem mantê-lo em funcionamento ininterruptamente durante verões e invernos.

No módulo, serão monitorados aerossóis, íons marinhos, diversos compostos orgânicos voláteis e gás carbônico. Além disso, ele é dotado de uma estação meteorológica onde será monitorada a temperatura do ar, a pressão atmosférica, a umidade relativa, a intensidade e a direção do vento, e a radiação solar global.

Segundo Evangelista, um sistema ultrassônico, instalado no exterior do módulo, medirá em tempo real a dinâmica de deposição de neve na região. Todos os dados meteorológicos, as concentrações de CO2, a deposição de neve e os dados do desempenho de energia do módulo serão enviados via satélite para o Brasil em tempo quase real.

"Estes dados reunidos e interpretados a luz dos modelos computacionais de transporte atmosférico permitirão aumentar nossa compreensão sobre a relação climática Antártica-América do Sul, o impacto da redução da camada de ozônio, da atividade vulcânica no Hemisfério Sul, a evolução dos processos globais de desertificação, o transporte atmosférico global de poluentes e micro-organismos e aprofundar nosso conhecimento sobre a história climática contada pelos testemunhos de gelo", explica.

Sobre o módulo de pesquisa Criosfera I

A estrutura de um módulo é mais compacta que a de uma estação, que costuma ser habitada durante quase todo ano. Com 2,5 m de largura, 6 m de comprimento e 2,8 m de altura, ele tem a função de abrigar os equipamentos, embora comporte também quatro pesquisadores.

O custo da estrutura, que foi fabricada na Suécia, ficou em torno de R$ 185 mil. Com os gastos em equipamentos e operação de transporte, a implantação do módulo brasileiro chega a R$ 930 mil, o que não é considerado um orçamento alto para os padrões de pesquisa no local.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera disponibilizou R$ 5 milhões para três anos e meio de estudos e, caso não haja imprevistos, a instalação deverá funcionar por 15 anos.

Fonte: Terra
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