Coala resgatada em incêndio na Autrália encontra companheiro
Uma história de amor entre dois coalas gravemente queimados nos piores incêndios florestais da história da Austrália vem garantindo um pouco de alívio sentimental após dias de sofrimento e mais de 180 mortes.
A história de Sam e seu novo namorado Bob veio à tona quando o bombeiro voluntário Dave Tree usou um celular para filmar o resgate da coala fêmea encontrada numa floresta devastada pelo fogo em Mirboo North, 150 qulômetros a sudeste de Melbourne.
Fotos e um vídeo mostram Tree, de 44 anos, aproximando-se com cuidado de Sam, falando gentilmente com ela e dando-lhe água de uma garrafa de plástico, enquanto ela colocava sua pata queimada na mão molhada dele. As imagens rapidamente chegaram ao site YouTube, fazendo de Sam uma sensação na Internet.
Mas foi depois de ser levada a um abrigo para animais que Sam conheceu e ficou amiga de Bob, salvo na sexta-feira em Boolarra, a 180 quilômetros de Melbourne.
Dave Tree, que é bombeiro voluntário há 26 anos, disse que é muito raro um humano chegar tão perto de um coala, por isso pediu a seu colega Brayden Groen, de 20 anos, que o filmasse.
"Gritei por água. Me sentei com ela e derramei a água. Estava na minha mão, e ela tentou pegar a garrafa, e então pôs sua garra direita na minha mão esquerda, que estava fria, então deve ter aliviado sua dor, e ela a deixou ali. Foi incrível."
Sam foi levada para o Abrigo de Fauna Southern Ash. Sua história lembra a de uma coala chamada Lucky que sobreviveu aos incêndios florestais que destruíram 500 casas e deixaram quatro mortos na capital, Canberra, em 2003. Lucky virou símbolo de esperança.
Colleen Wood, do abrigo para animais, disse que Sam e Bob estão se recuperando e que outros animais, como cangurus e gambás, também estão começando a emergir dos escombros dos incêndios.
Ela disse que Sam sofreu queimaduras de segundo grau nas patas e levará de sete a oito meses para se recuperar, enquanto Bob tem queimaduras de terceiro grau em três patas e deve ter condições de voltar à mata em quatro meses.
"Eles não param de se abraçar. É realmente lindo de se ver, depois de tudo isso, que tem sido horrível", disse Wood.