A "Maldição Celta": pontos críticos foram identificados e 1 a cada 54 pessoas no Reino Unido e Irlanda estariam em risco
O tratamento está na "caridade"
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo mapearam, pela primeira vez, o risco genético de hemocromatose no Reino Unido e na Irlanda — condição conhecida como "Maldição Celta".
A doença hereditária faz com que o corpo absorva ferro em excesso, que pode se acumular por décadas e causar danos no fígado, câncer hepático e artrite se não for tratada. O principal fator de risco é a variante genética C282Y. Claro que não se trata de uma maldição de verdade, mas de uma condição (muitas vezes) genética.
O tratamento é curioso
A análise reuniu dados de mais de 400 mil pessoas e identificou pontos críticos no noroeste da Irlanda e nas Hébridas Exteriores. No noroeste irlandês, cerca de uma em cada 54 pessoas é portadora da variante de alto risco. Nas Hébridas Exteriores, a proporção é de aproximadamente uma em cada 62.
Os resultados, publicados na Nature Communications (link no primeiro parágrafo), indicam que o rastreio direcionado nessas regiões pode ampliar diagnósticos precoces.
O tratamento proposto é simples e eficaz: doações regulares de sangue reduzem os níveis de ferro e previnem complicações graves.
Matérias relacionadas
Os oceanos estão subindo mais rápidos do que nunca, revelam lasers de satélites
Ao sobrevoar a China, os Estados Unidos descobriram uma instalação que os preocupou profundamente