Cidade no México está com problema com a cor roxa: a psicologia tem a explicação para tanta rejeição
Ciência diz que a cor não é o problema; mas a forma como ela é percebida
Nos últimos meses, a cor roxa começou a aparecer com mais frequência em diversos espaços públicos da Cidade do México. De mobiliário urbano e sinalização a pontes, muros e estruturas públicas, a tonalidade tornou-se uma constante na paisagem urbana.
Enquanto para algumas pessoas é simplesmente uma escolha estética ou de identidade visual, para outras o efeito tem sido completamente diferente: incômodo, saturação visual e até mesmo a sensação de que a cidade não é mais a mesma. A reação pode parecer exagerada até que a psicologia ambiental entre em cena para explicar por que isso acontece.
Cidade faz parte da nossa identidade
Um dos conceitos mais importantes para entender esse fenômeno é a identidade de lugar. O psicólogo ambiental Harold Proshansky explica que as pessoas não constroem sua identidade apenas por meio de relações sociais, mas também por meio dos espaços físicos que habitam. Ruas, cores, edifícios e paisagens urbanas acabam se tornando referências emocionais que geram familiaridade e um senso de pertencimento.
É por isso que, quando uma cidade muda abruptamente, especialmente em elementos visuais repetitivos, o cérebro pode interpretar isso como uma ruptura desses mapas emocionais que proporcionavam estabilidade e reconhecimento cotidiano. Em outras palavras, não se trata apenas de não gostar da cor. Para algumas pessoas, a rejeição surge da sensação de que o ambiente que reconheciam como seu foi substituído sem o seu consentimento.
Excesso de uma mesma cor pode ...
Matérias relacionadas
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.