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Carro autônomo atropela cachorro em San Francisco

O incidente reacende o debate sobre a segurança dos carros que não dependem de motorista para rodar

9 jun 2023 - 16h12
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Acidente aconteceu em 21 de maio
Acidente aconteceu em 21 de maio
Foto: Forbes

Um carro autônomo da Waymo, empresa pertencente à Alphabet Inc., dona do Google, atropelou um cachorro na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Segundo um representante da empresa, o sistema de direção autônoma do veículo conseguiu identificar o animal, mas, devido à alta velocidade do animal, não foi possível evitar o contato.

O motorista humano que estava ao volante não viu o cachorro para evitar o acidente.

Essa situação levanta questões sobre a eficácia do sistema de detecção de objetos dos veículos autônomos e destaca a necessidade de aprimoramentos nessa área.

De quem é a culpa?

Esses incidentes levantam questões sobre a segurança dos veículos autônomos e destacam os desafios nessa área. A tecnologia deveria ser primordial para garantir a segurança dos passageiros e de quem estiver ao redor do veículo.

Hoje, os carros são equipados com câmeras, sensores, GPS, inteligência artificial e centrais de comando, mas parece que tudo isso ainda não é o suficiente.

Uma das questões que se discute é a responsabilidade em caso de acidentes envolvendo carros autônomos. De quem é a culpa? Do fabricante, do programador da inteligência artificial ou do proprietário do carro? Essas perguntas ainda não têm uma resposta clara. 

Confiabilidade

Vários incidentes envolvendo veículos da Waymo, e táxis autônomos de seus concorrentes, têm afetado os moradores de San Francisco. Isso gerou um movimento de alguns funcionários da própria empresa que tentam impedir a expansão dos serviços de táxis sem motorista.

Por enquanto, a Waymo opera com táxis autônomos fora das áreas mais densas de San Francisco. O objetivo da empresa é ampliar a sua atuação para toda região metropolitana e oferecer o serviço 24 horas por dia.

A sua concorrente direta, a Cruise, também tem sido alvo de incidentes, incluindo uma colisão no meio de um combate a um incêndio, segundo informações do jornal San Francisco Chronicle. Além disso, os carros da empresa costumam bloquear o tráfego ou não obedecerem os agentes de trânsito.

Os gargalos: legislação e infraestrutura

Atualmente, a legislação brasileira não permite a circulação de carros autônomos sem motorista nas ruas e estradas.

Nos EUA, já são permitidos carros que não precisam nem mais ter um volante, mas os fabricantes devem garantir o mesmo nível de segurança que ofereceria um motorista humano aos passageiros. 

Além disso, o acesso à conectividade no Brasil ainda está longe de oferecer uma rede de dados confiável para uma direção autônoma. Com a ampliação da cobertura do 5G, podemos caminhar para um futuro próximo mais seguro com relação aos carros sem motorista.

A perspectiva é que 75% dos automóveis vendidos no mundo sejam autônomos em 2030.

Fonte: Redação Byte
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