Busca por celulares anteriores a Galaxy S23 cresce 20% em site de usados
Galaxy S22 Ultra teve 20% de alta e foi o modelo mais procurado e vendido na plataforma OLX em fevereiro
A plataforma de compra e venda OLX registrou um aumento de até 20% na procura de celulares de modelos anteriores ao Galaxy S23, celular premium da Samsung. Segundo a empresa, o Galaxy S22 Ultra teve 20% de alta e foi o modelo mais procurado e vendido no site em fevereiro.
Além do S22 Ultra, que é vendido por uma média de R$ 4.899 (cotação do aparelho usado), a plataforma de classificados — onde a maioria dos produtos são usados e vendidos por terceiros — também registrou o crescimento na procura e na venda dos modelos Galaxy S22 Plus e Galaxy S20 Ultra.
- O crescimento se deu no mês em que foi lançado o Galaxy S23, nas versões Plus e Ultra, com preços entre R$ 5.000 a R$ 9.500 no Brasil;
- O levantamento feito pela OLX aponta que, diante da novidade e alta nos preços, a procura por celulares de segunda mão de famílias anteriores aumentou.
O Galaxy S22 Ultra registrou preferência na procura com aumento de 20,22%, seguido pelo Galaxy S20 Ultra, 2,37%, e o S22 Plus, 1,71%.
O S22 Ultra também teve variação positiva nas vendas no período (16,84%), seguido pelo S20 Ultra (11,54%) e Galaxy S22 Plus (6,67%).
O levantamento mostra que o S22 Ultra apresentou uma economia de 8,19% em relação a um novo, enquanto o S22 Plus saiu por R$ 3.590 e 3,06% de valor economizado.
O Galaxy S20 Ultra, o mais barato dos três, foi vendido por meio da plataforma por uma média de R$ 2.162, gerando 6,38% de economia para quem o comprou.
Além disso, o modelo Galaxy S21 Plus teve valor médio de R$ 2.485, com uma economia que chega a 56% em relação ao mesmo item novo.
De acordo com a empresa, o estudo aponta uma tendência que reflete a valorização da economia circular no país.
O levantamento realizado pela OLX avaliou os celulares top de linha da geração anterior ao Galaxy S23, tanto em relação a busca quanto a venda, durante o mês de fevereiro em comparação com janeiro deste ano.
Por que estamos comprando cada vez menos celulares?
As vendas de celulares no mundo atingiram o menor patamar em uma década no último trimestre de 2022, segundo relatórios publicados pela agência de pesquisa Canalys.
Diversos fatores contribuem para esse cenário, como:
- Economia por parte dos clientes;
- Pouca renovação tecnológica dos aparelhos;
- Investimento em longevidade dos smartphones.
Uma pesquisa realizada pela consultoria IDC Brasil durante o primeiro trimestre de 2019 revelou que o brasileiro, de fato, comprou menos celulares no período, mas o ticket médio (valor médio do produto adquirido) foi maior. Isso significa que as pessoas optaram por modelos um pouco mais caros, visando a longevidade.
Além disso, com as inovações tecnológicas cada vez menos relevantes, trocar de celular a cada dois, três anos não é considerado tão antiquado como antigamente. No segmento premium, por exemplo, os lançamentos anuais recebem pouquíssimas novidades que geralmente não justificam a atualização. O iPhone 14 é o exemplo mais recente
No mundo Android, nos últimos três anos, tivemos muito foco em câmeras, com a adição de mais lentes, recursos e aprimoramentos por inteligência artificial (IA). Entretanto, se seu foco não for fotografar a Lua, não faz muito sentido trocar de celular todos os anos.
Do ponto de vista econômico, trocar de celular ano a ano é um luxo para poucos. Fatores como eleições, pandemia, crise no fornecimento de chips, guerra entre Rússia e Ucrânia impactaram na alta dos preços em praticamente todas as categorias de produto, inclusive smartphones.
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