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Busca por celulares anteriores a Galaxy S23 cresce 20% em site de usados

Galaxy S22 Ultra teve 20% de alta e foi o modelo mais procurado e vendido na plataforma OLX em fevereiro

5 abr 2023 - 10h44
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S Pen é um dos diferenciais dos Galaxy S22 Ultra (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)
S Pen é um dos diferenciais dos Galaxy S22 Ultra (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)
Foto: Canaltech

A plataforma de compra e venda OLX registrou um aumento de até 20% na procura de celulares de modelos anteriores ao Galaxy S23, celular premium da Samsung. Segundo a empresa, o Galaxy S22 Ultra teve 20% de alta e foi o modelo mais procurado e vendido no site em fevereiro. 

Além do S22 Ultra, que é vendido por uma média de R$ 4.899 (cotação do aparelho usado), a plataforma de classificados — onde a maioria dos produtos são usados e vendidos por terceiros — também registrou o crescimento na procura e na venda dos modelos Galaxy S22 Plus e Galaxy S20 Ultra.

  • O crescimento se deu no mês em que foi lançado o Galaxy S23, nas versões Plus e Ultra, com preços entre R$ 5.000 a R$ 9.500 no Brasil;
  • O levantamento feito pela OLX aponta que, diante da novidade e alta nos preços, a procura por celulares de segunda mão de famílias anteriores aumentou.

O Galaxy S22 Ultra registrou preferência na procura com aumento de 20,22%, seguido pelo Galaxy S20 Ultra, 2,37%, e o S22 Plus, 1,71%.

O S22 Ultra também teve variação positiva nas vendas no período (16,84%), seguido pelo S20 Ultra (11,54%) e Galaxy S22 Plus (6,67%). 

O levantamento mostra que o S22 Ultra apresentou uma economia de 8,19% em relação a um novo, enquanto o S22 Plus saiu por R$ 3.590 e 3,06% de valor economizado.

O Galaxy S20 Ultra, o mais barato dos três, foi vendido por meio da plataforma por uma média de R$ 2.162, gerando 6,38% de economia para quem o comprou. 

Além disso, o modelo Galaxy S21 Plus teve valor médio de R$ 2.485, com uma economia que chega a 56% em relação ao mesmo item novo. 

De acordo com a empresa, o estudo aponta uma tendência que reflete a valorização da economia circular no país.

O levantamento realizado pela OLX avaliou os celulares top de linha da geração anterior ao Galaxy S23, tanto em relação a busca quanto a venda, durante o mês de fevereiro em comparação com janeiro deste ano. 

Linha completa de iPhones 14 na Apple Store Orchard Road, Singapura
Linha completa de iPhones 14 na Apple Store Orchard Road, Singapura
Foto: Divulgação / Apple / Tecnoblog

Por que estamos comprando cada vez menos celulares?

As vendas de celulares no mundo atingiram o menor patamar em uma década no último trimestre de 2022, segundo relatórios publicados pela agência de pesquisa Canalys.

Diversos fatores contribuem para esse cenário, como:

  • Economia por parte dos clientes;
  • Pouca renovação tecnológica dos aparelhos;
  • Investimento em longevidade dos smartphones. 

Uma pesquisa realizada pela consultoria IDC Brasil durante o primeiro trimestre de 2019 revelou que o brasileiro, de fato, comprou menos celulares no período, mas o ticket médio (valor médio do produto adquirido) foi maior. Isso significa que as pessoas optaram por modelos um pouco mais caros, visando a longevidade.

Além disso, com as inovações tecnológicas cada vez menos relevantes, trocar de celular a cada dois, três anos não é considerado tão antiquado como antigamente. No segmento premium, por exemplo, os lançamentos anuais recebem pouquíssimas novidades que geralmente não justificam a atualização. O iPhone 14 é o exemplo mais recente

No mundo Android, nos últimos três anos, tivemos muito foco em câmeras, com a adição de mais lentes, recursos e aprimoramentos por inteligência artificial (IA). Entretanto, se seu foco não for fotografar a Lua, não faz muito sentido trocar de celular todos os anos.

Do ponto de vista econômico, trocar de celular ano a ano é um luxo para poucos. Fatores como eleições, pandemia, crise no fornecimento de chips, guerra entre Rússia e Ucrânia impactaram na alta dos preços em praticamente todas as categorias de produto, inclusive smartphones.

Fonte: Redação Byte
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