Bollore pede que Universal Music rejeite oferta de US$64 bi de Ackman
O presidente-executivo do grupo Bollore, Cyrille Bollore, pediu nesta quarta-feira para a Universal Music Group rejeitar a proposta de aquisição feita por Bill Ackman, dizendo que a oferta subvaloriza a gravadora, depende do próprio caixa da empresa e não se encaixa em sua estratégia de longo prazo.
Em discurso na reunião anual de acionistas da Bollore, Cyrille Bollore disse que a família Bollore não vê razão para aceitar a oferta de US$64 bilhões da Pershing Square. Vincent Bollore detém 18,4% da UMG e a Vivendi detém 13,4%, o suficiente para bloquear o negócio.
"Achamos que o preço não está de acordo", disse Cyrille Bollore. "Ele não está fazendo uma oferta com seu próprio dinheiro. É o nosso dinheiro, o dinheiro da empresa."
As falas foram os primeiros comentários públicos diretos de um importante acionista da UMG sobre a abordagem não solicitada de Ackman.
SEM PRESSÃO PARA VENDER
Cyrille Bollore acrescentou que a Bollore SE não se opõe à venda de "alguns por cento" das ações da UMG, mas apenas a um preço mais alto.
"Se o preço das ações estiver em torno de 27-28 euros, certamente valeria a pena considerar a venda de uma parte da participação", disse ele.
A UMG não quis comentar. Um representante de Ackman não estava imediatamente disponível.
Ackman disse em abril que sua primeira ligação antes de lançar a oferta foi para a família Bollore. Ele também disse que, sem o apoio da família Bollore, "não temos uma transação".
Cyrille Bollore disse que a família não está sob pressão para vender e acrescentou que a Bollore tem 5,6 bilhões de euros em caixa e está distribuindo 4,5 bilhões de euros aos acionistas. Ele também criticou o estilo de gestão de Ackman e disse que apoia a estratégia atual de expansão e aquisições da UMG.
"Incentivo a administração da Universal Music a rejeitá-la", disse Cyrille Bollore. "No que me diz respeito, é como se ela tivesse sido rejeitada."
O plano de Ackman inclui 9,4 bilhões de euros em dinheiro mais 0,77 ação nova para cada ação da UMG e uma mudança da listagem principal da UMG de Amsterdã para os Estados Unidos. A UMG disse em abril que venderia metade de sua participação no Spotify depois que Ackman argumentou que o mercado não estava avaliando totalmente essa participação.
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