Apple recua na bolsa antes de lançamento de celular dobrável
As ações da Apple caíram 1,1% antes da estreia do novo CEO, John Ternus, que deve apresentar um iPhone dobrável de alto custo para rivalizar com Samsung, Google e Huawei. Analistas preveem que o novo formato impulsionará as margens e a receita, estimada em US$ 55,5 bilhões no quarto trimestre, ao atrair donos de modelos antigos e suavizar o ciclo de vendas. Apesar da incerteza sobre a demanda a longo prazo, os papéis da empresa acumulam mais de 15% de alta no ano, superados apenas pela Nvidia.
As ações da Apple caíam 1,1%, para US$312,65, nesta quarta-feira, antes do primeiro evento de lançamento de produto da empresa sob o comando do novo presidente-executivo, John Ternus.
Os mercados esperam que a companhia revele um smartphone dobrável de preço elevado em sua sede na Califórnia, no que pode ser a reformulação mais marcante do aparelho desde a remoção do botão home no iPhone X, em 2017.
A categoria de smartphones dobrável foi lançada pela primeira vez pela fabricante chinesa de telas Royole em 2018. O segmento cresceu com lançamento do Galaxy Fold da Samsung meses depois; o Google e a Huawei também lançaram produtos semelhantes desde então.
Analistas esperam que a Apple adie atualizações de seus iPhones, em uma tentativa de suavizar o ciclo de vendas, que normalmente apresenta um aumento na receita no último trimestre de cada ano.
A S&P Global Visible Alpha estima que a Apple vai gerar US$55,5 bilhões em receita com o iPhone no quarto trimestre e US$274,2 bilhões no próximo ano, sugerindo que o mercado já estava precificando a migração dos usuários para telefones de última geração.
"Seu preço premium deve elevar a receita, as margens e os preços médios de venda, enquanto um formato genuinamente novo pode atrair clientes que vêm mantendo aparelhos mais antigos por mais tempo", disse Matt Britzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown.
Como a demanda e a oferta evoluirão depois que o entusiasmo inicial se dissipar é a grande questão, disse Britzman.
A ação da Apple acumula alta de mais de 15% este ano e entre as grandes companhias de tecnologia a valorização fica atrás apenas da Nvidia, que registra alta de 20%.
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