Um país europeu acaba de realizar seu maior exercício de defesa civil desde a Segunda Guerra Mundial; ele faz fronteira com a Rússia
Por trás dessa cultura, existe uma memória histórica que distingue a Finlândia de grande parte da Europa Ocidental
A Finlândia realizou seu maior exercício de defesa civil desde a Segunda Guerra Mundial, mobilizando mais de 2.000 pessoas, entre civis e militares, na cidade de Kuopio. A ação inédita treinou a resposta integrada da sociedade contra ameaças híbridas, como ataques cibernéticos a serviços essenciais de água e eletricidade e bombardeios com mísseis. A prontidão reforça a segurança nacional diante do risco iminente imposto pela Rússia, com quem o país compartilha mais de 1.300 km de fronteira.
A Finlândia acaba de reunir mais de 2.000 militares, autoridades, voluntários, estudantes e cidadãos para simular algo que a Europa não praticava nessa escala há décadas: como proteger a população e manter uma cidade em funcionamento caso uma crise interrompa serviços essenciais e ocorram ataques externos.
O cenário escolhido envolve ataques cibernéticos contra os sistemas de água e eletricidade de Kuopio, juntamente com a ameaça de ataques com mísseis por parte da Rússia — país com o qual a Finlândia compartilha uma fronteira de mais de 1.300 quilômetros. Trata-se do maior exercício de defesa civil na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Um exercício sem precedentes
Como mencionado, milhares de pessoas participam do grande treinamento organizado em Kuopio, uma cidade no centro da Finlândia, onde autoridades e cidadãos passam vários dias praticando respostas a uma situação extrema.
O cenário pressupõe que ataques cibernéticos tenham paralisado infraestruturas críticas — como o abastecimento de energia e água — enquanto paira uma ameaça simultânea de ataques com mísseis vindos da vizinha Rússia.
O esforço vai além da mobilização militar; voluntários, estudantes, alunos de escolas, empresas e órgãos governamentais precisam praticar como reagiriam se tal crise se tornasse realidade, estendendo efetivamente a defesa nacional dos quartéis militares para o cotidiano da cidade.
Um motivo de 1.300 quilômetros
A geografia ajuda a explicar essa escala de mobilização: a fronteira da ...
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