Achávamos que eles eram viciados em telas, mas estávamos enganados: jovens na Noruega decidem reduzir uso de redes sociais para escapar da armadilha digital
Pesquisa com 1.750 adolescentes revela incômodo crescente com o excesso nas redes e expõe o impacto do "design viciante" no sono e na saúde mental
Para muitos jovens, o "normal" ao acordar é conferir o celular e repetir o gesto antes de dormir. A conectividade constante mantém essa geração online praticamente o dia todo. Mas, na Noruega, um novo relatório mostra que parte desses jovens quer diminuir esse hábito.
Segundo uma pesquisa realizada pela Autoridade Norueguesa de Mídia, 38% das crianças e adolescentes de 9 a 18 anos acreditam passar tempo demais nas redes sociais, enquanto 30% gostariam de se desconectar com mais frequência. O estudo foi realizado com 1.750 jovens e aponta um aumento na preocupação com o uso das redes,em relação a 2024.
Dados indicam algo complexo: os jovens sabem que estão "presos" nas redes — e querem sair.
Hoje em dia, é difícil encontrar alguém que não esteja conectado às redes sociais, especialmente entre os mais jovens, que cresceram já imersos nesse ambiente digital. O uso excessivo virou parte da rotina, tanto para estudo, entretenimento e interações sociais. Os números ajudam a desmontar o estereótipo da alienação digital. Quase quatro em cada dez jovens noruegueses reconhecem o excesso de tempo nas plataformas. Mas, por outro lado, quase um terço admite o desejo de reduzir o uso.
O levantamento também revela que 28% desses jovens afirmam que as redes sociais prejudicam o sono, evidenciando que o hábito, muitas vezes tratado como inofensivo, já afeta o bem-estar desse grupo. Um estudo publicado no Journal of the Human Development and Capabilities apontou que o contato precoce com ...
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