A Europa mergulhou no escuro: o apagão que parou cidades inteiras e levantou suspeitas sobre ataques cibernéticos
Portugal, Espanha, França, Polônia e Finlândia enfrentaram blecautes simultâneos nesta segunda-feira. A falha no sistema elétrico europeu reacendeu temores sobre a vulnerabilidade da infraestrutura crítica do continente e levou autoridades a investigarem a possibilidade de um ciberataque em larga escala
A manhã desta segunda-feira (28) começou de forma incomum para milhões de europeus. Um apagão de grandes proporções atingiu diversos países, provocando o colapso de transportes, afetando hospitais, congestionando aeroportos e deixando bairros inteiros sem comunicação.
Embora a falha inicial tenha sido atribuída a um problema no sistema elétrico europeu, o contexto global de ameaças digitais reacende um temor mais preocupante: a possibilidade de um ciberataque massivo.
O blecaute teve início por volta das 12h30 (7h30, no horário de Brasília) no horário local e rapidamente se espalhou por diversas regiões. Em Madri, semáforos desligados paralisaram o trânsito, linhas de metrô foram suspensas, o parlamento espanhol ficou às escuras e a emissora RTVE perdeu parte de sua operação.
Aeroportos precisaram adaptar os embarques para processos manuais, e partidas esportivas, como o jogo entre Dimitrov e Fearnley no Madrid Open, foram interrompidas.
Em Lisboa, a situação foi semelhante. Hospitais operaram com geradores, universidades reduziram atividades e a comunicação móvel foi parcialmente comprometida.
As empresas responsáveis pela distribuição de energia, como a portuguesa E-Redes e a espanhola Red Eléctrica, informaram que a interrupção foi necessária para estabilizar a rede diante de uma falha técnica. No entanto, diante da escala e simultaneidade dos impactos, a possibilidade de uma ação cibernética começou a ser considerada.
A suspeita de ciberataque não é descartada
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