A ascensão dos 'maximalistas do silêncio': desativar notificações 24 horas por dia não é mais rude, é autocuidado tecnológico
A grande ironia do século XXI: prescrever aplicativos para curar ansiedade causade pelos próprios celulares
Em 2026, a hiperconectividade atingiu níveis sem precedentes. No entanto, em meio a esse ruído constante, surgiu uma cura paradoxal: ignorar aqueles que conhecemos e amamos tornou-se o novo segredo para uma vida feliz e tranquila. Como detalha a Wired, estamos testemunhando o surgimento de uma tribo digital conhecida como os "maximalistas do 'Não Perturbe'". São usuários que decidiram manter as notificações do celular silenciadas 24 horas por dia, 7 dias por semana.
O que antes era considerado uma grave quebra do contrato social — a obrigação tácita de estar sempre disponível — agora é uma tendência viral. Em plataformas como o TikTok, vídeos que celebram o "modo monge" ou o uso ininterrupto do modo "Não Perturbe" acumulam milhões de visualizações. Nos comentários, o debate é acirrado: enquanto alguns o aplaudem como o ato supremo de autocuidado, outros o criticam como uma terrível falta de respeito pelos outros.
O que aconteceu com a nossa disponibilidade?
As regras da etiqueta social mudaram drasticamente nos últimos quinze anos. Se no início da década passada a regra de ouro era "não ligue para ninguém depois das 22h", a regra atual parece ser "não ligue para ninguém, nunca", como já alertou o The New York Times. Ligações telefônicas sem aviso prévio, mensagens de texto ou e-mails passaram a ser considerados intrusivos, irritantes e até alarmantes; hoje em dia, se o telefone toca inesperadamente, instintivamente presumimos que algo terrível aconteceu.
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