A África do Sul traça plano implacável no deserto do Kalahari para dominar a exportação de hidrogênio verde como combustível do futuro
Aproveitando o enorme potencial solar do deserto do Kalahari, o país investe bilhões de dólares em grandes projetos de energia limpa para se tornar um dos principais fornecedores mundiais de hidrogênio verde
Enquanto o mundo todo está ansioso e animado para a estreia da Copa do Mundo entre México e África do Sul, outro projeto sul-africano vem chamando atenção longe dos gramados. No deserto do Kalahari e na região do Cabo Setentrional, a África do Sul está investindo bilhões de dólares na construção de usinas solares, parques eólicos, eletrolisadores e infraestrutura portuária para produzir hidrogênio verde em massa, um combustível visto como fundamental para a transição energética global.
Aproveitando algumas das melhores condições de radiação solar e ventos do mundo, a África do Sul quer transformar áreas praticamente desabitadas em grandes polos de produção de energia limpa. O objetivo do país é abastecer mercados internacionais e conquistar o posto de uma das principais exportadoras de hidrogênio verde.
Megaprojetos de energia renovável transformam o Kalahari em polo estratégico de hidrogênio verde
O deserto do Kalahari reúne características que poucos lugares do mundo conseguem oferecer ao mesmo tempo: abundância de sol, ventos favoráveis durante grande parte do ano e grandes áreas disponíveis para instalação de infraestrutura energética. O que durante décadas foi visto apenas como uma região árida e pouco explorada agora está no centro de uma estratégia bilionária da África do Sul para conquistar uma fatia do mercado global de hidrogênio verde.
A combinação entre elevada incidência solar, disponibilidade de terrenos e proximidade de rotas marítimas transformou o norte ...
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