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Sem-terra decidem manter acampamento em Buritis

Quarta, 13 de setembro de 2000, 20h22min
Até o inicío da noite as tropas Polícia Militar de Minas Gerais não haviam chegado à fazenda Córrego da Ponte, da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Apenas um helicóptero da PM esteve no local. O governador Itamar Franco enviou três negociadores da área agrária para conversar com as lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). O MST decidiu permanecer em frente a fazenda até que o governo federal reabra as negociações.

O ultimato dado por Itamar Franco deixou o clima tenso entre os sem-terra nas imediações da fazenda. O governador exigiu a retirada do Exército até às 6h de hoje. Mas três oficiais da PM do Estado, hospedados em um hotel próximo, aparentemente não acreditaram na ameaça, pois pediram ao gerente para ser chamdos às 8hs.

O coordenador do MST na região, Lucídio Ravanello, disse que a maioria dos 380 manifestantes acampados no local é favorável à invasão da fazenda, mas o dirigente do movimento descartou essa possibilidade agora. No início da tarde houve uma reaçãoquando foi anunciado que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, não recebeu as lideranças do MST em Brasília. "O governo pediu para deixarmos os prédios públicos e assim o fizemos, mas diante disso, o governo provoca a radicalização e poderemos ter reações de desespero", afirmou Ravanello.

No final da tarde, o governador Itamar Franco enviou três negociadores à fazenda. Além do promotor dos Direitos Humanos, Fernando Galvão, estiveram reunidos com os sem-terra, o superintendente do Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter-MG) Marcelo Rezende, e o diretor do orgão, Luiz Chaves. Uma das preocupações era com as condições das crianças no local. O governo pretende atender algumas das reivindicações do MST. "Vamos esgostar os limites das negociações, sem usar a força", disse Marcelo Rezende.

O prefeito de Buritis, padre José Vicente Damasceno (PPS), foi hoje prestar solidariedade aos sem-terra e confirmou que as manifestações são positivas. "As manifestação acabam acelerando a liberação de dinheiro", afirma o prefeito. Somente este mês, o governo federal liberou R$ 980 mil para três assentamentos, quantia que representa dois meses de arrecadação de Buritis. "Isso revitaliza a economia e mostra que a reforma agrária é a melhor forma de distribuição de renda", afirmou o prefeito.

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Agência Estado

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