Os cerca de 500 sem-terra, sob coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Mato Grosso do Sul, vão permanecer na frente do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na avenida Afonso Pena, centro de Campo Grande. Os manifestantes estavam desmontando as barracas, quando por volta das 16h chegaram orientações de Brasília para que ficassem em vigília, diante da ameaça de prisão de 17 líderes em diversas capitais.De acordo com o MST, se houver prisões de líderes o prédio será ocupado novamente. De acordo com a coordenação do MST, a nota oficial distribuída pelo ministro da Reforma Agrária Raul Jungmann, levou à decisão de permnecer no local. O grupo que já ocupa todo o canteiro central da avenida Afonso Pena e pode invadir as pistas.
Em Deodápolis, na região sul do MS, 170 famílias de sem-terra ligadas à Central Única de Trabalhadores, acamparam na entrada principal da fazenda Austrália. Ontem (12), os líderes do acampamento tomaram como refém um técnico do Incra - libertado à noite -, tentando forçar uma vistoria na fazenda, considerada produtiva por causa da inclusão no sistema de produção de uma área de várzea com 569 hectares.
O engenheiro agrônomo da CUT, Claudinei Chalito da Silva contesta o tamanho afirmando que é no máximo de 380 hectares. Caso seja confirmada a observação de Chalito, a fazenda passa a ser considerada improdutiva. Somente um técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente é que poderá desfazer a questão. O técnico já está no local, mas as chuvas impedem o trabalho.
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