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Um ano após a perda do filho, Tati Machado faz relato emocionante: 'É muito bom ser mãe'

Às vésperas do Dia das Mães, apresentadora relembrou a perda do filho Rael e emocionou ao falar sobre maternidade, luto e amor que permanece

7 mai 2026 - 22h21

Às vésperas do Dia das Mães, a apresentadora Tati Machado voltou a falar publicamente sobre a perda do filho, Rael, que morreu ainda na gestação, aos oito meses. Durante participação no programa Saia Justa, exibido na última quarta-feira (6), a jornalista se emocionou ao refletir sobre a maternidade e o amor que continua sentindo pelo bebê.

Tati Machado emocionou ao falar sobre o filho Rael, que morreu aos oito meses de gestação; a apresentadora refletiu sobre maternidade e luto 
Tati Machado emocionou ao falar sobre o filho Rael, que morreu aos oito meses de gestação; a apresentadora refletiu sobre maternidade e luto
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

"É Dia das Mães e é muito... Eu sou mãe, né, gente? Mas é muito forte, mas é muito legal. Porque eu já falei aqui e repito: eu passaria por tudo de novo, porque eu... Nossa Senhora! É muito bom ser mãe", declarou.

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O relato sensibilizou o público nas redes sociais e abriu espaço para que outras mulheres compartilhassem experiências semelhantes de luto gestacional. Muitas internautas afirmaram se identificar com a dor vivida pela apresentadora e deixaram mensagens de acolhimento. "Ser mãe de anjo é um sentimento eterno de amor além da vida", escreveu uma seguidora. Outra comentou: "Quando fecho meus olhos consigo sentir o meu filho em meus braços".

O luto gestacional e a maternidade que permanece

A fala de Tati reacendeu uma discussão importante sobre o luto perinatal - uma dor que, muitas vezes, ainda é vivida em silêncio por inúmeras famílias. Apesar da perda, muitas mães relatam que o vínculo afetivo construído durante a gestação permanece vivo, assim como o sentimento de maternidade.

Em entrevista ao Fantástico, concedida meses após a morte de Rael, Tati falou sobre como passou a enxergar o processo de seguir em frente após a perda. "Sabe quando você cria aquela frase pronta para falar para as pessoas, tipo: 'Ah, um dia de cada vez?'. Outro dia, conversando com o Bruno, eu falei: 'Bruno, eu me toquei que não é um dia de cada vez. É uma hora de cada vez'", afirmou.

Ela também explicou que não vê sua trajetória como um "recomeço", mas como uma continuidade marcada pela experiência da maternidade e pela ausência do filho. "Eu estou seguindo a minha vida com essa marca que é para sempre", disse.

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A gravidez anunciada ao vivo e a perda inesperada

A gestação de Rael havia sido anunciada com emoção ao vivo no programa Mais VocêMeses depois, porém, a alegria deu lugar ao luto. Durante uma viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo, no período do Dia das Mães de 2025, a apresentadora percebeu algo diferente. Segundo ela, o bebê, que costumava se movimentar bastante, havia parado de mexer. "Ele estava numa fase que era uma explosão de movimentos. E eu senti essa falta do movimento", relembrou.

Mesmo após ouvir os batimentos cardíacos do bebê em um aparelho doméstico, ela decidiu procurar atendimento médico. No hospital, o ultrassom confirmou que o coração de Rael havia parado. "Na mesma hora, o meu mundo parou", contou.

"A gente vai ter que encarar juntos"

Ao recordar aquele momento, Tati revelou que buscou força na parceria com o marido, Bruno Monteiro. "Eu olhei pro Bruno, peguei na mão dele e falei: 'A vida trouxe isso para a gente. E a gente vai ter que encarar juntos'", disse.

O parto foi induzido e, apesar da dor, ela descreveu o nascimento do filho como um momento profundamente significativo. "O parto do Rael foi um parto lindo. Com toda a tristeza que existia ali, foi lindo", afirmou.

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Rael nasceu em 13 de maio, às 8h45 da manhã. Segundo Bruno, o encontro com o filho também representou a despedida do casal. "Quando a gente conheceu o Rael, foi o nosso momento de despedida também", declarou.

A causa nunca foi descoberta

Mesmo após exames detalhados, os médicos não conseguiram identificar o que provocou a morte do bebê. Tati contou que a família realizou autópsia e testes genéticos, mas nenhuma explicação foi encontrada.

"Não tem nada da medicina que explica o que aconteceu com a gente. A gente fez autópsia, exames genéticos importantes... Nada", revelou. A história da apresentadora acabou gerando identificação em muitas mulheres que viveram perdas semelhantes e reforçou a importância de falar sobre o luto gestacional com mais acolhimento, escuta e empatia.

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