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Sully revela sinais de Alzheimer e conta como enfrenta o diagnóstico

Aos 75 anos, piloto que ficou conhecido pelo pouso no rio Hudson fala sobre os primeiros sintomas, o tratamento e a rotina ao lado da família

23 set 2026 - 22h28
Resumo
O piloto Chesley Sullenberger, o Capitão Sully, revelou enfrentar o Alzheimer em estágio inicial após notar lapsos de memória, como esquecer nomes e repetir histórias. Ao lado da família, ele decidiu expor o diagnóstico para combater o estigma da doença e alertar sobre a importância de buscar avaliação médica diante de alterações comportamentais. Atualmente, Sully realiza infusões mensais para retardar a progressão da condição, buscando focar no presente e priorizar a rotina com os familiares.

Chesley Sullenberger, conhecido mundialmente como Capitão Sully, contou como tem lidado com o diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial. Segundo o site 'Extra', o piloto falou sobre a doença em uma entrevista ao programa Good Morning America, ao lado da esposa, Lorrie, e compartilhou detalhes sobre os primeiros sinais que percebeu. Sully revelou o diagnóstico em julho deste ano e, desde então, passou a falar mais abertamente sobre a condição. Segundo o próprio piloto, algumas das primeiras mudanças envolveram dificuldade para lembrar nomes, esquecimento de acontecimentos recentes e repetição de histórias ou informações durante as conversas.

Capitão Sully falou sobre o diagnóstico de Alzheimer e os primeiros sinais que percebeu
Capitão Sully falou sobre o diagnóstico de Alzheimer e os primeiros sinais que percebeu
Foto: ason LaVeris/Gettyimages / Bons Fluidos

Os primeiros sinais percebidos por Sully

De acordo com o relato do piloto, esquecer nomes de pessoas conhecidas foi uma das primeiras mudanças que chamou sua atenção. Além disso, ele percebeu que começou a esquecer situações que normalmente lembraria e, algumas vezes, repetia algo que já havia contado pouco tempo antes. A esposa também contou que os primeiros sinais podem parecer pequenos e fáceis de ignorar. Por isso, observar mudanças que fogem do comportamento habitual de uma pessoa pode ajudar a identificar quando existe algum motivo para buscar avaliação médica. No entanto, esquecer algo ocasionalmente não significa, por si só, que uma pessoa tenha Alzheimer. O diagnóstico depende de uma avaliação médica que considera sintomas, histórico e exames.

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Como o piloto está enfrentando a doença

Sully afirmou que tenta encarar a nova fase com a mesma concentração que utilizou durante o pouso de emergência no rio Hudson, em 2009. Na ocasião, ele e a equipe precisaram tomar decisões rapidamente depois que o avião perdeu potência nos motores. Agora, o piloto diz que procura concentrar a atenção no que considera mais importante e lidar com uma etapa de cada vez. Além disso, ele e a família decidiram falar publicamente sobre o diagnóstico para mostrar que a doença não representa uma falha de caráter e pode atingir diferentes famílias.

Tratamento e rotina familiar

Atualmente, Sully realiza um tratamento com infusões mensais com o objetivo de retardar a progressão da doença. Ainda não existe cura para o Alzheimer, mas algumas terapias podem atuar na progressão da condição em determinados pacientes e fases da doença. Enquanto isso, a família procura priorizar momentos juntos. A esposa e uma das filhas participaram da entrevista e falaram sobre as mudanças que o diagnóstico trouxe para a rotina e sobre a dificuldade de planejar o futuro diante de uma condição progressiva. Para Lorrie, viver um dia de cada vez se tornou uma maneira de lidar com as incertezas. Já Sully também demonstrou preocupação com o impacto que a evolução da doença pode trazer para quem assume o papel de cuidador.

O que os primeiros sinais podem indicar?

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória e outras funções cognitivas. Além da dificuldade para lembrar acontecimentos recentes, outros sinais podem incluir problemas para realizar tarefas habituais, alterações de comportamento, desorientação e dificuldades de linguagem. Por outro lado, esses sintomas também podem aparecer em outras condições. Por isso, uma mudança de memória não permite concluir sozinha que alguém tenha Alzheimer. A avaliação de um profissional de saúde ajuda a investigar as possíveis causas e indicar os próximos passos. Assim, o relato de Sully chama atenção principalmente para a importância de perceber mudanças persistentes no comportamento e procurar orientação quando elas começam a interferir na rotina.

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