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Setembro Verde: o que acontece depois que a família autoriza a doação de órgãos?

Da confirmação da morte encefálica ao transplante, entenda as etapas do processo e por que conversar sobre o assunto antes de uma emergência é tão importante

1 set 2026 - 07h41
Resumo
No Setembro Verde, esclarece-se o processo de doação de órgãos, iniciado após a morte encefálica e o aval familiar. A etapa inclui avaliação médica, testes de compatibilidade e transporte rápido aos receptores. Os parentes contam com apoio contínuo e a preservação do corpo para o funeral é garantida sem custos. Como a autorização da família é indispensável no Brasil, dialogar previamente sobre esse desejo em vida é essencial para agilizar a decisão e ajudar a salvar múltiplos pacientes.

Quando uma família autoriza a doação de órgãos, começa uma sequência de etapas que exige cuidado e rapidez. O processo inclui a avaliação das condições do possível doador, a identificação de pacientes compatíveis e o transporte dos órgãos até os hospitais que realizarão os transplantes.

Da confirmação da morte à doação de órgãos, entenda as etapas do processo e por que conversar sobre o assunto antes de uma emergência
Da confirmação da morte à doação de órgãos, entenda as etapas do processo e por que conversar sobre o assunto antes de uma emergência
Foto: sturti/Getty Images Signature / Bons Fluidos

O tema ganha destaque durante o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação. No Brasil, entretanto, ainda existem dúvidas sobre o que acontece depois da autorização. Entender essas etapas pode ajudar a diminuir receios e tornar a decisão familiar mais consciente.

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Quando a doação pode acontecer?

A equipe médica só considera a doação após confirmar a morte encefálica. Ela ocorre quando as funções do cérebro são interrompidas de maneira irreversível. Mesmo nesse momento, equipamentos podem manter temporariamente a circulação e a oxigenação do organismo.

Isso permite conservar alguns órgãos em condições adequadas para uma possível doação. Os médicos seguem protocolos específicos para confirmar o diagnóstico. Depois dessa confirmação, a equipe avalia quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados.

O que acontece depois da autorização?

Com o consentimento da família, profissionais especializados analisam as condições clínicas do doador. Exames ajudam a verificar quais órgãos e tecidos podem ser utilizados, enquanto outros testes buscam receptores compatíveis.

Essa avaliação considera cada caso individualmente. Portanto, uma pessoa pode se tornar potencial doadora sem que todos os seus órgãos estejam aptos para o transplante. Em seguida, começa uma etapa que exige agilidade: a retirada cirúrgica.

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Equipes especializadas removem os órgãos e aplicam procedimentos de preservação para mantê-los viáveis durante o deslocamento. O transporte também precisa seguir critérios rigorosos de tempo e segurança. Afinal, cada órgão permanece fora do corpo por um período limitado antes do implante no receptor.

Quem recebe os órgãos?

Os órgãos não seguem uma distribuição aleatória. Os pacientes que aguardam um transplante passam por avaliações, e as equipes consideram critérios como compatibilidade e condições clínicas. Assim, a doação pode beneficiar pessoas com doenças graves que dependem de um transplante para continuar vivendo ou recuperar a qualidade de vida.

Uma única pessoa também pode beneficiar vários pacientes. Dependendo das condições encontradas pela equipe médica, os profissionais podem aproveitar diferentes órgãos e tecidos, incluindo coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e córneas, além de pele, ossos e válvulas cardíacas.

A família continua recebendo apoio

A participação dos familiares não termina quando eles assinam o termo de autorização. As equipes responsáveis acompanham os parentes durante o processo e esclarecem dúvidas sobre as etapas seguintes, até a liberação do corpo.

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Outro receio comum envolve a aparência do corpo após a retirada dos órgãos. A legislação determina que a equipe entregue o corpo à família em condições adequadas para a realização do funeral. O procedimento deixa marcas semelhantes às de uma cirurgia.

Além disso, a família não precisa pagar pela doação. Em São Paulo, a legislação municipal prevê gratuidade dos serviços funerários para doadores de órgãos.

Por que falar sobre doação antes?

No Brasil, a família precisa autorizar a doação após a morte. Por isso, apenas considerar-se um doador não garante que o procedimento aconteça. O mais importante é conversar previamente com os familiares. Saber qual era a vontade da pessoa pode tornar uma decisão difícil um pouco mais clara em um momento de luto.

Também existem situações em que a doação pode ocorrer em vida. Em casos específicos, uma pessoa saudável pode doar, por exemplo, um dos rins ou parte do fígado, desde que atenda aos critérios médicos e legais.

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