Fausto Silva, 75 anos, passou por transplante de fígado e retransplante renal no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, procedimentos necessários para tratar condições graves e irreversíveis.
O apresentador Fausto Silva, o Faustão, de 75 anos, passou por um transplante de fígado na última quarta-feira, 6, no Hospital Israelita Albert Einstein, na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.
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Além do transplante, Faustão também foi submetido a um retransplante renal, que foi planejado há um ano, e realizado nesta quinta-feira. “Os procedimentos ocorreram após o Einstein ser acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e confirmar a compatibilidade dos órgãos doados por doador único”, explicou a instituição.
O fígado é a maior glândula do corpo humano e possui diversas funções, que são fundamentais para o funcionamento do organismo, como a regulação do metabolismo, na produção de proteínas essenciais e na síntese de compostos necessários para a digestão. Por ter uma grande capacidade de regeneração, pode ser doado parte deste órgão em vida.
Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a cirurgia é de alta complexidade, mas, quando bem sucedida, restabelece a qualidade de vida de pacientes com doenças hepáticas avançadas e irreversíveis.
Quando o transplante de fígado é necessário?
O procedimento só é considerado quando as condições médicas comprometem gravemente a funcionalidade hepática, ameaçando a saúde e a qualidade de vida do paciente, afirma a ABTO. Para participar da lista de espera de transplantes hepáticos, de acordo com o Ministério da Saúde, é necessário que os potenciais receptores estejam em tratamento de enfermidades hepáticas graves e irreversíveis, como:
- Cirrose decorrente da infecção pelo vírus da Hepatite B ou C;
- Cirrose alcoólica;
- Câncer primário do fígado;
- Hepatite fulminante;
- Síndrome hepatopulmonar;
- Polineuropatia amiloidótica familiar (PAF);
- Cirrose criptogênica;
- Atresia de vias biliares;
- Doença de Wilson;
- Doença de Caroli;
- Hemocromatoses;
- Síndrome de Budd-Chiari;
- Doenças metabólicas com indicação de transplante;
- Cirrose biliar primária;
- Cirrose biliar secundária;
- Colangite eclerosante primária;
- Hepatite autoimune;
- Metástases hepáticas de tumor neuroendócrino irressecáveis, com tumor primário já retirado ou indetectável e sem doença extra-hepática detectável; e
- Cirrose por doença gordurosa hepática não alcoólica.