Surto de sarampo em países da Copa acende alerta para vacinação

Estados Unidos e México registram alta de casos da doença; infectologista explica por que a imunização é indispensável antes de embarcar para o exterior

21 mai 2026 - 18h03

A vacinação é a estratégia mais eficaz da saúde pública para prevenir doenças graves e evitar óbitos. Mais do que proteção individual, as vacinas controlam a circulação de vírus e bactérias.

Entenda o surto de sarampo
Entenda o surto de sarampo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O cenário atual do sarampo nos Estados Unidos e México, países que sediarão a Copa do Mundo 2026, acende um alerta global sobre a urgência da imunização.

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O retorno do sarampo em números

Altamente contagioso, o sarampo voltou a preocupar devido à queda nas coberturas vacinais.

"A doença pode causar pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças e imunossuprimidos", alerta a Dra. Mariana Otake Yamada, infectologista e professora da Universidade Anhembi Morumbi.

Instituição cujo curso de Medicina é parte integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.

  • Estados Unidos: O país registrou mais de 2,2 mil casos em 2025. É o maior número desde 2000, quando o vírus foi considerado eliminado no território americano.

  • México: O país contabiliza milhares de casos confirmados. A circulação ativa do vírus é monitorada de perto pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A força da imunidade coletiva

Uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 18 outras pessoas em ambientes fechados. Quando a vacinação atinge a maioria da população, cria-se a imunidade coletiva.

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Esse mecanismo dificulta a propagação do vírus e protege quem não pode ser vacinado, como bebês muito novos e gestantes.

Vacinação em todas as fases da vida

Muitos acreditam que vacinas são apenas para crianças, mas a imunização deve ser atualizada sempre. Para adultos, as doses recomendadas incluem:

  • Tríplice viral: Protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

  • Outras essenciais: Hepatite B, Febre Amarela, Tétano, Gripe e Covid-19.

  • Grupos específicos: Vacinas pneumocócicas e contra herpes-zóster.

Cuidados antes de viagens internacionais

O fluxo de turistas aumenta o risco de "importação" e "exportação" de vírus. Expor-se a doenças preveníveis durante uma viagem pode favorecer novos surtos ao retornar ao Brasil.

O Ministério da Saúde orienta que viajantes revisem a carteira de vacinação antes do embarque.

vacina tríplice viral deve estar atualizada e, se uma nova dose for necessária, ela deve ser aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem.

Dica de saúde: não tem certeza se já se vacinou?

Se você perdeu sua carteira de vacinação ou tem dúvidas sobre o histórico, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

"A vacinação é segura e pode ser realizada mesmo quando a pessoa não tem certeza se já tomou a dose anteriormente", garante a Dra. Mariana.

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