Segundo caso suspeito de Ebola é descartado em SP após análise de amostras

Conforme divulgado nesta sexta, 12, o Instituto Adolfo Lutz obteve resultados negativos em amostras

12 jun 2026 - 20h15
(atualizado às 21h46)
Após dois casos suspeitos (ambos descartados), a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica
Após dois casos suspeitos (ambos descartados), a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica
Foto: Reprodução/Governo de SP

O segundo caso suspeito de Ebola que havia sido registrado em São Paulo foi descartado nesta sexta-feira, 12. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Instituto Adolfo Lutz (IAL), análises de biologia molecular realizadas em duas amostras coletadas em períodos diferentes deram resultados negativos para a doença.

O caso foi notificado na quarta-feira, dia 10, após uma brasileira de 31 anos apresentar febre e diarreia após uma viagem recente à República Democrática do Congo (RDC). A mulher foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER).

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A paciente permanece internada. Segundo nota atualizada, ela tem “evolução clínica favorável” e segue em tratamento para gastroenterocolite aguda.

“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explica Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz.

Essa investigação laboratorial de vírus associados a febres hemorrágicas é realizada pelo Instituto Adolfo Lutz. Como a primeira amostra da paciente foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, uma nova coleta foi feita após esse período, conforme o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso, os dois resultados foram negativos.

O primeiro caso suspeito de Ebola em São Paulo foi descartado no início de junho, e envolvia um homem de 37 anos que havia viajado à República Democrática do Congo.

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“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, pontua Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.

A Central/Cievs-SP comunicou as notificações ao Ministério da Saúde, afirma o governo paulista.

Suspeita de Ebola?

A Saúde de SP explica se tratar de um caso de alerta quando a pessoa esteve nos últimos 21 dias em um local com transmissão ativa da doença, ou esteve em um país com circulação do vírus, e passa a apresentar febre e/ou calafrios, acompanhados ou não de diarreia, vômitos ou manifestações hemorrágicas.

A doença pelo vírus Ebola costuma ter início súbito, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Casos graves podem apresentar manifestações hemorrágicas e, nas formas críticas, choque e insuficiência de múltiplos órgãos”, reforçam.

A transmissão do vírus não é por via respiratória, mas pelo contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas. Não há transmissão durante o período de incubação, antes do aparecimento dos sintomas.

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Fonte: Portal Terra
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