O cuidado com a saúde é algo que deve fazer parte da rotina de qualquer pessoa, pois adotar hábitos saudáveis no dia a dia contribui diretamente para uma melhor qualidade de vida. Práticas como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e dormir bem ajudam a prevenir doenças e, consequentemente, reduzem gastos com consultas médicas e medicamentos ao longo do tempo.
Além disso, o acompanhamento médico regular é igualmente importante, já que permite identificar possíveis problemas de forma precoce e garantir o tratamento adequado, promovendo mais segurança e bem-estar. Quando esses pilares estão minimamente organizados, sinais de alerta aparecem mais claramente e as decisões ficam mais fáceis.
Pensando nisso, a Dra. Paula Matos Lemos, clínica geral do dr.consulta, explica como manter a rotina de cuidados com a saúde, quais check-ups considerar por faixa etária e quando procurar atendimento. Confira!
1. Sono, alimentação e movimento na prática
Priorize horários consistentes para dormir e acordar, crie um ritual simples de preparação para o sono e evite telas instantes antes de se deitar. Na alimentação, concentre o prato em legumes, frutas, fibras e proteínas magras, mantendo ultraprocessados como exceção. Para movimentar o corpo, comece pelo que cabe no seu dia, como caminhar em deslocamentos curtos, subir escadas e realizar exercícios curtos de força em casa, com orientação profissional quando necessário.
2. Cuidados com a saúde mental
Mudanças de humor persistentes, irritabilidade, queda de interesse, alterações de sono e uso de álcool para "desligar" são sinais que pedem atenção. Conversar com um profissional ajuda a entender causas, criar um plano de cuidado e reduzir impactos no trabalho, nos relacionamentos e na energia. Teleconsulta pode ser um primeiro passo para quem está inseguro ou sem tempo.
3. Vacinas e calendário do adulto
Vacinação em dia é parte do cuidado de rotina. Adultos precisam revisar esquema para tétano e difteria, hepatites quando indicado, influenza anual e outras vacinas conforme idade, profissão, viagens e condições clínicas. Consultar um médico para checagem do cartão de vacinas orienta o que atualizar.
3. Check-ups por faixa etária e fatores de risco
Check-up não é uma lista fixa, mas um conjunto de avaliações que fazem sentido para sua idade e seu risco. O médico considera pressão arterial, glicemia, perfil lipídico, função renal e hepática, rastreios específicos por sexo e exames adicionais quando há histórico familiar ou sintomas. O mais importante é ter um ponto de partida e seguir o plano proposto, com reavaliações periódicas.
20 a 39 anos: construir base e prevenir
Nesta fase, o foco é mapear fatores de risco, orientar hábitos e estabelecer linha de base dos exames laboratoriais. Para mulheres, entram a saúde ginecológica, rastreios conforme diretrizes e métodos contraceptivos quando indicados. Para homens, avaliação urológica se houver sintomas e acompanhamento clínico regular. Quem tem história familiar de doenças cardiometabólicas, cânceres específicos ou doenças autoimunes pode precisar de rastreios antecipados.
40 a 59 anos: intensificar rastreios e controlar riscos
A partir dos 40, cresce a atenção para pressão arterial, glicemia, colesterol e peso, com planos claros de controle. Mulheres costumam discutir rastreio de câncer de mama por mamografia conforme orientação médica e manter avaliação ginecológica. Homens avaliam saúde prostática de forma individualizada com o médico, considerando sintomas e contexto. Exames de imagem e testes adicionais podem ser solicitados para responder perguntas específicas.
60+ e condições crônicas: manter autonomia e qualidade de vida
No envelhecimento, o check-up inclui prevenção de quedas, avaliação de medicações, saúde óssea e vacinas recomendadas. Quem tem hipertensão, diabetes ou outras condições crônicas precisa de metas claras de controle, revisão de adesão ao tratamento e acompanhamento de complicações. A consulta periódica organiza prioridades e evita descompassos entre sintomas e exames.
4. Quando procurar um médico
Alguns sinais indicam que é melhor conversar com um profissional, em vez de aguardar a próxima revisão. Febre que persiste, falta de ar em repouso, dor torácica, fraqueza súbita em um lado do corpo, sangue nas fezes ou na urina, perda de peso sem explicação e dor intensa que não melhora merecem atenção imediata. Em situações agudas graves, procure pronto atendimento.
Quando os sintomas mudam de padrão, surgem de forma abrupta ou pioram rapidamente, a prudência é procurar avaliação logo. Queixas leves e estáveis podem ser triadas por telemedicina para organizar os próximos passos com segurança, evitando deslocamentos desnecessários.
5. O que fazer depois do primeiro atendimento
Após uma avaliação inicial, siga o plano recomendado, guarde resultados e anote orientações. Se houver pedido de retorno, mantenha a data. Comparar exames ao longo do tempo ajuda na precisão das decisões e reduz a ansiedade.
Por Hiorran Santos