São João: atendimentos por queimaduras crescem 52% e acendem alerta em Pernambuco

No período do São João em Pernambuco, atendimentos por queimaduras cresceram 52%, de acordo com o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital da Restauração, no Recife.

2 jun 2026 - 18h30
(atualizado às 18h40)

O período junino, marcado por fogueiras, fogos de artifício e celebrações tradicionais, também tem trazido preocupação para profissionais de saúde em Pernambuco.

Homem brincando com fogos nos festejos juninos.
Homem brincando com fogos nos festejos juninos.
Foto: Divulgação / Portal de Prefeitura

Dados do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital da Restauração, no Recife, mostram um aumento expressivo nos atendimentos relacionados a queimaduras durante as festividades.

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Somente no último ciclo junino, 70 pessoas precisaram de atendimento especializado após acidentes envolvendo fogo, explosões ou contato com materiais aquecidos. O número representa um crescimento de 52% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 46 casos.

O avanço também foi observado nas internações hospitalares. Enquanto em 2024 foram registrados 29 pacientes internados, o número subiu para 36 neste ano. Entre os atendidos, as crianças aparecem como o grupo mais vulnerável, representando mais da metade dos casos registrados.

Especialistas explicam que a combinação entre curiosidade infantil e a manipulação inadequada de fogos de artifício contribui diretamente para o aumento das ocorrências.

Muitas vezes, os acidentes acontecem quando crianças se aproximam demais dos artefatos durante a queima ou tentam manuseá-los sem supervisão adequada.

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As lesões mais frequentes atingem mãos, braços e rosto. Além das queimaduras provocadas pelo calor, explosões podem lançar fragmentos de pólvora, areia, pedras e outros materiais, aumentando o risco de ferimentos graves e até danos permanentes.

Os profissionais também observam que os pacientes têm chegado aos hospitais com lesões mais severas. Casos de queimaduras profundas, que atingem camadas mais internas da pele, têm exigido internações prolongadas e, em algumas situações, procedimentos cirúrgicos para recuperação funcional e estética.

Outro ponto de atenção envolve a inalação de fumaça. Segundo médicos, muitas pessoas associam a gravidade apenas às marcas visíveis na pele, mas a exposição intensa à fumaça pode provocar lesões nas vias respiratórias e colocar a vida do paciente em risco, mesmo quando as queimaduras externas parecem pequenas.

Em caso de acidente, a orientação é agir rapidamente. A área atingida deve ser colocada sob água corrente fria por cerca de 15 a 20 minutos.

Especialistas alertam que não se deve utilizar gelo, pasta de dente, manteiga, pó de café, álcool ou qualquer produto caseiro sobre a queimadura, já que essas substâncias podem agravar a lesão e dificultar o tratamento.

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Com a intensificação das festas juninas nas próximas semanas, profissionais de saúde reforçam a importância da supervisão de crianças, do uso responsável de fogos de artifício e do respeito às orientações de segurança para evitar acidentes que podem deixar sequelas permanentes.

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