O PSA (Antígeno Prostático Específico) é o exame de sangue para próstata mais utilizado para identificar alterações que podem exigir uma avaliação da próstata.
Ele ajuda a identificar situações que podem estar relacionadas ao câncer de próstata, ao aumento benigno da glândula ou a inflamações. Mas existe um ponto fundamental. O exame, sozinho, não confirma nem descarta câncer.
Por isso, um resultado alterado não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação depende do histórico de saúde, da idade, dos fatores de risco e, quando necessário, de outros exames.
O que é o PSA?
O PSA é uma proteína produzida naturalmente pela próstata. Uma pequena quantidade circula no sangue e pode ser medida por meio de um exame laboratorial.
Quando seus níveis aumentam, isso pode indicar que a próstata está passando por alguma alteração.
O exame, portanto, funciona como uma ferramenta para orientar a investigação médica, e não como um diagnóstico definitivo.
O que pode aumentar o PSA?
Nem sempre um PSA elevado significa um problema grave.
Entre as causas mais comuns estão a hiperplasia prostática benigna (aumento benigno da próstata), a prostatite (inflamação ou infecção da glândula) e a infecção urinária.
Algumas situações também podem alterar temporariamente o resultado, como ejaculação nas 48 horas anteriores ao exame e atividades que exercem pressão sobre a próstata, como ciclismo prolongado.
Além disso, medicamentos como finasterida e dutasterida podem reduzir os níveis de PSA. Por isso, informe ao médico todos os remédios que utiliza antes de interpretar o resultado.
Quem deve fazer o exame?
Para pessoas sem sintomas, a decisão de realizar o exame de PSA deve ser individualizada, considerando idade, histórico familiar, estado geral de saúde, expectativa de vida e os possíveis benefícios e riscos do rastreamento.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens com risco habitual conversem com o médico sobre essa avaliação a partir dos 50 anos.
Para homens negros e aqueles com pai ou irmão que teve câncer de próstata, essa conversa costuma começar aos 45 anos, por apresentarem maior risco para a doença.
Já o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomendam o rastreamento populacional de rotina. Em vez disso, orientam que a decisão seja compartilhada entre médico e paciente.
Quem apresenta alterações urinárias persistentes, sangue na urina ou no sêmen, dor pélvica ou outros sintomas deve procurar avaliação médica.
Esses sinais podem ter diferentes causas e não indicam necessariamente câncer de próstata, que muitas vezes não provoca sintomas nas fases iniciais.
Como se preparar para o exame de PSA?
Alguns cuidados ajudam a evitar alterações temporárias no resultado.
O médico ou o laboratório pode orientar evitar ejaculação nas 48 horas anteriores à coleta, adiar o exame durante uma infecção urinária ou prostatite e informar todos os medicamentos em uso.
Em algumas situações, também pode ser recomendado evitar ciclismo intenso pouco antes da coleta.
Caso tenha dúvidas, siga sempre as orientações do laboratório ou do profissional que solicitou o exame.
Como o médico interpreta um PSA alterado?
Um resultado acima do esperado não confirma câncer nem significa que uma biópsia será necessária.
Dependendo da situação, o urologista pode repetir a dosagem após algum tempo, investigar possíveis causas transitórias, realizar o toque retal ou solicitar exames de imagem, como a ressonância magnética da próstata.
A biópsia é indicada apenas quando há suspeita suficiente de câncer e continua sendo o exame que confirma o diagnóstico.
Embora um PSA alterado costume gerar preocupação, ele também pode estar relacionado a condições benignas, como o aumento da próstata ou uma inflamação. Por isso, o resultado deve sempre ser interpretado por um urologista.
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