Prevenção do Alzheimer: em que idade começar, o que fazer e suplementos ajudam?

A prevenção do Alzheimer pode começar antes do que muita gente imagina. Veja o que fazer no dia a dia e quando é hora de investigar mudanças.

12 set 2026 - 18h00
(atualizado às 18h03)
Resumo
A prevenção do Alzheimer não depende de pílulas mágicas ou suplementos, desaconselhados pela OMS para quem não tem deficiências nutricionais, mas sim de hábitos saudáveis cultivados ao longo da vida, com destaque para a meia-idade. Praticar exercícios, comer bem, dormir adequadamente e manter a vida social reduzem riscos, embora não garantam imunidade. Se surgirem falhas de memória e mudanças de comportamento que afetem a rotina, o diagnóstico precoce é crucial para o planejamento do cuidado.

Há hábitos que entram na rotina pensando no coração, no peso ou na disposição, mas que também podem fazer parte do cuidado com o cérebro. É nesse conjunto de escolhas que começa a prevenção do Alzheimer.

Prevenção do Alzheimer / Canva
Prevenção do Alzheimer / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Manter o corpo ativo, controlar a pressão e o diabetes, cuidar do sono, ter uma alimentação equilibrada, não fumar, evitar o excesso de álcool e preservar a convivência com outras pessoas são atitudes que podem ser cultivadas ao longo da vida.

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Nenhuma delas garante que a doença não vai acontecer. Ainda assim, cuidar desses fatores pode contribuir para a saúde cerebral.

A atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde reforça essa visão. O risco de demência é influenciado por diferentes fatores ao longo da vida, e parte deles pode ser modificada.

A prevenção do Alzheimer não está em uma cápsula

A neurologista Dra. Marília Graner chama atenção para um erro comum quando o assunto é prevenção, a busca por uma solução isolada.

"A prevenção da doença de Alzheimer não está em um suplemento, em algo que você tome e que magicamente vai evitar que o processo fisiopatológico da doença aconteça", explica Marília.

Para pessoas sem uma deficiência nutricional diagnosticada, a Organização Mundial da Saúde não recomenda vitaminas B e E, ômega-3 ou multivitamínicos e minerais como estratégia para reduzir o risco de declínio cognitivo ou demência.

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O cuidado passa, na verdade, por um conjunto de hábitos e pelo controle de fatores de risco ao longo da vida.

A atividade física é um exemplo. Além de contribuir para a saúde do cérebro, preservar a massa muscular ajuda a manter a autonomia ao longo do envelhecimento. O exercício também pode ampliar as oportunidades de convivência social.

Para Marília, esses aspectos fazem parte de uma visão mais ampla de prevenção, que não se resume à memória nem depende de uma única intervenção.

A meia-idade também merece atenção

A prevenção do Alzheimer não precisa ficar para a velhice. Na avaliação de Marília, entre os 50 e os 60 anos já existe uma oportunidade importante para investir na saúde do cérebro.

Isso não significa que a prevenção comece nessa fase. A atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde reforça que os fatores relacionados ao risco de declínio cognitivo e demência podem ser trabalhados ao longo da vida.

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A meia-idade aparece, portanto, como uma fase especialmente importante para fortalecer hábitos que já fazem parte da rotina ou para incorporar aqueles que ainda ficaram de lado.

Quando o cuidado muda de etapa

Prevenção não significa garantia. Mesmo com hábitos saudáveis, idade, genética e outros fatores também participam do risco de Alzheimer.

Quando uma mudança começa a interferir na rotina, o foco deixa de ser apenas a prevenção e passa a ser entender o que está acontecendo.

De acordo com o geriatra Rafael Rondineli Ceregatti, esse é o momento em que a atenção precisa aumentar.

"O sinal de alerta aparece quando as mudanças de memória, comportamento ou capacidade de realizar atividades do cotidiano começam a interferir de maneira significativa na vida da pessoa", explica.

A avaliação pode ajudar a esclarecer a situação e também permitir que a pessoa e a família se preparem para os próximos passos.

"O diagnóstico também permite que a pessoa e a família se organizem", ressalta o geriatra.

Esse planejamento pode envolver cuidados de saúde, adaptações na rotina e decisões sobre o futuro.

A pessoa vem antes do diagnóstico

Mesmo depois de uma demência ser identificada, existe algo que nenhum exame mede. A pessoa continua tendo sua história, seus vínculos e suas preferências.

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"Uma pessoa com demência continua tendo sentimentos, preferências, história de vida e necessidade de afeto. Ela não se resume ao diagnóstico", lembra Ceregatti.

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Fonte: SaúdeLAB
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