Prepare-se: geração 50+ deve dominar o consumo de saúde no Brasil até 2044

Pesquisa revela que a chamada geração prateada movimentará R$ 559 bilhões em medicamentos, planos de saúde e exames

15 mai 2026 - 16h09

O envelhecimento da população está mudando o mercado brasileiro. Em cerca de 20 anos, o cenário será muito diferente.

Entenda resultados de pesquisa sobre envelhecimento no Brasil
Entenda resultados de pesquisa sobre envelhecimento no Brasil
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A geração prateada representará metade do consumo de produtos e serviços de saúde no Brasil em 2044.

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O grupo movimentará R$ 559 bilhões de um mercado total estimado em R$ 1,1 trilhão. Os dados surpreendem.

Os números fazem parte de um estudo recente realizado pela empresa data8, especializada em longevidade.

Avanço do mercado prateado no país

A projeção demonstra um avanço expressivo comparado a 2024. Naquele ano, a faixa etária representava 35% desses gastos.

O levantamento aponta que a cesta de consumo envolve planos de saúde, medicamentos e também suplementos.

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Esses itens representam 79% do gasto mensal com saúde das pessoas com mais de 50 anos.

A coordenadora da pesquisa, Lívia Hollerbach, alerta que a demanda atual por cuidado já supera a capacidade de resposta disponível.

Impacto dos gastos no orçamento familiar

O estudo revela que o impacto financeiro varia de acordo com o avanço da idade do consumidor.

Para quem tem menos de 50 anos, a saúde consome cerca de 8% da renda mensal.

Confira o impacto no bolso da geração prateada de acordo com as faixas etárias detalhadas pelo estudo:

  • De 50 a 54 anos: direcionam 11% do consumo mensal para cuidados com a saúde.

  • De 70 a 74 anos: o patamar de gastos sobe para 18% do orçamento.

  • A partir de 80 anos: o impacto atinge 21% de todo o consumo mensal.

Os demais valores são utilizados em consultas médicas, exames laboratoriais e materiais para tratamentos específicos.

Importância urgente da medicina preventiva

O país precisa se preparar para atender essa forte demanda futura. A oferta atual já opera sob pressão.

Lívia Hollerbach defende o desenvolvimento de uma cadeia de cuidados de longa duração focada no idoso.

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Além disso, a especialista reforça que a disseminação da cultura preventiva é extremamente importante para a sociedade.

O objetivo principal deve ser alinhar a maior longevidade com a manutenção da qualidade de vida dos cidadãos.

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir a necessidade de intervenções médicas complexas no futuro de cada indivíduo.

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