Preocupação que não passa e desânimo frequente: aplicativo para ansiedade e depressão começa a chegar ao SUS

Um aplicativo para ansiedade e depressão já chegou ao SUS. Entenda como funciona a ferramenta que está sendo usada em unidades de saúde.

15 out 2026 - 11h00
(atualizado às 11h02)
Resumo
O aplicativo Conemo começou a ser ofertado pelo SUS nas UBSs de Indaiatuba (SP) para auxiliar adultos com sintomas de ansiedade e depressão. Baseada na Terapia Cognitivo-Comportamental, a ferramenta oferece exercícios pelo celular monitorados por profissionais de saúde, sem substituir o atendimento médico presencial. Validado por estudos clínicos internacionais, o serviço é gratuito e voltado a pacientes avaliados pelas equipes locais, excluindo casos de risco moderado a alto de suicídio.

Preocupação que não dá trégua, desânimo frequente e noites mal dormidas podem ser sinais de que a saúde mental precisa de atenção. Mas nem sempre é fácil conseguir atendimento. Em Indaiatuba, no interior de São Paulo, um aplicativo desenvolvido por pesquisadores busca ampliar as opções de cuidado oferecidas pelo SUS.

Pacientes recebem informações sobre o aplicativo em UBS de Indaiatuba (SP). Ao lado, imagem ilustrativa gerada por IA mostra o uso da ferramenta no celular. Foto: Divulgação/CISM.
Pacientes recebem informações sobre o aplicativo em UBS de Indaiatuba (SP). Ao lado, imagem ilustrativa gerada por IA mostra o uso da ferramenta no celular. Foto: Divulgação/CISM.
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

O aplicativo Conemo já está disponível nas 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

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A proposta é ajudar adultos com sintomas de ansiedade e depressão por meio de orientações e exercícios feitos pelo celular, com acompanhamento dos profissionais de saúde.

Como funciona o aplicativo para ansiedade e depressão

O Conemo oferece sessões interativas com textos, áudios e vídeos que ensinam estratégias para lidar melhor com as emoções e os sintomas que afetam o dia a dia.

Entre os temas estão a prática de atividades prazerosas, o reconhecimento das próprias emoções e o manejo da ansiedade.

As orientações seguem princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental, abordagem psicológica que trabalha a relação entre pensamentos, sentimentos e comportamentos.

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Além de oferecer esse apoio aos pacientes, a plataforma permite que as equipes das UBSs identifiquem pessoas que podem precisar de ajuda e acompanhem os casos.

A participação depende de uma avaliação inicial.

Pessoas identificadas com risco moderado ou alto de suicídio não são encaminhadas para essa intervenção digital, e a equipe de saúde pode receber um alerta para providenciar o atendimento necessário.

O que os estudos descobriram sobre o aplicativo

Antes de chegar à rotina dos serviços públicos, o Conemo passou por estudos clínicos realizados entre 2016 e 2018, em São Paulo e em Lima, no Peru.

Ao todo, 610 participantes com sintomas depressivos e também hipertensão ou diabetes utilizaram o aplicativo durante seis semanas.

Os resultados, publicados em 2021 na revista científica JAMA, indicaram uma redução mais rápida dos sintomas de depressão entre quem recebeu a intervenção, em comparação com o grupo de controle.

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A pesquisa ajudou a fundamentar o desenvolvimento da iniciativa.

Nas etapas seguintes, os pesquisadores ampliaram a ferramenta para incluir estratégias voltadas também à ansiedade.

Esses resultados não significam que o aplicativo funcione da mesma forma para todas as pessoas. A proposta é oferecer apoio a pacientes selecionados, sem substituir o atendimento psicológico ou médico quando ele é necessário.

Quem pode participar pelo SUS

A participação no Conemo é gratuita e destinada a pessoas com 18 anos ou mais cadastradas nas UBSs de Indaiatuba, segundo reportagem do Jornal da USP.

É necessário apresentar sintomas significativos de ansiedade e/ou depressão, não ter risco de suicídio moderado ou alto e conseguir ler as instruções em um smartphone ou tablet.

Para saber se atende aos critérios, o interessado deve procurar a UBS mais próxima. A equipe fará uma avaliação com questionários validados para identificar os sintomas e orientar o atendimento adequado.

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Fonte: SaúdeLAB
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