Circunferência da cintura pode ser mais eficaz do que IMC pra medir insuficiência cardíaca

15 out 2026 - 11h05
(atualizado às 11h05)
Resumo
Estudo da Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung revela que a circunferência da cintura e a relação cintura-estatura são mais eficazes que o IMC para prever o risco de insuficiência cardíaca. Ao analisar quase 2 mil adultos por cerca de sete anos, pesquisadores constataram que a gordura visceral e a inflamação, medida pela proteína C-reativa, influenciam diretamente esse risco. O achado reforça a importância de focar no combate à obesidade abdominal na prevenção de doenças cardíacas.

15 de outubro de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung, em Taiwan, sugere que a medida a circunferência abdominal pode ser uma medida mais eficaz do que o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) para calcular o risco de insuficiência cardíaca. A obesidade abdominal ocorre quando a gordura visceral se acumula no abdômen. A gordura visceral é profunda, em vez de superficial, e envolve os órgãos.

Circunferência da cintura pode ser mais eficaz do que IMC pra medir insuficiência cardíaca
Circunferência da cintura pode ser mais eficaz do que IMC pra medir insuficiência cardíaca
Foto: Queenmoonlite35/Evanto / Boa Saúde

Pesquisadores analisaram dados de quase 2.000 adultos que participaram do Estudo do Coração de Jackson e não apresentavam insuficiência cardíaca no início do estudo. Eles utilizaram certos indicadores de gordura corporal, incluindo peso, índice de massa corporal (IMC), relação cintura-estatura e circunferência da cintura. Tanto a circunferência da cintura quanto a relação cintura-estatura podem avaliar a obesidade abdominal.  Eles também analisaram a proteína C-reativa de alta sensibilidade (PCR-as) como um indicador de inflamação.

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O período médio de acompanhamento foi de pouco menos de sete anos. Níveis elevados de PCR-as foram associados a uma menor sobrevida livre de insuficiência cardíaca. Os pesquisadores também descobriram que, embora o IMC não tenha previsto a insuficiência cardíaca, a circunferência da cintura e a relação cintura-estatura foram preditivas.

Por fim, realizaram uma análise de mediação para examinar como a PCR-as moderou os efeitos da circunferência da cintura e da relação cintura-estatura no risco de insuficiência cardíaca. Isso representou uma porcentagem substancial da influência: 25,4% do efeito da circunferência da cintura e 28,5% do efeito da relação cintura-estatura.

Em geral, os resultados sugerem que o tratamento da obesidade central e da inflamação pode ser crucial na prevenção da insuficiência cardíaca, além de indicarem que os médicos devem dar mais atenção à obesidade abdominal e seus prováveis riscos.

Fonte: American Heart Association's EPI|Lifestyle Scientific Sessions 2026.

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