O preço do whey protein concentrado disparou nos últimos meses e já preocupa consumidores que usam o suplemento na rotina de treinos. Segundo dados da StoneX divulgados pela Reuters, o whey concentrado com 80% de proteína subiu quase 90% em um ano e chegou perto de 20 mil euros por tonelada.
A alta acompanha o crescimento do uso de medicamentos da classe GLP-1, utilizados para emagrecimento. Esses remédios reduzem o apetite, mas também aumentam a preocupação com a perda de massa muscular, elevando a procura por proteínas no mercado.
Com isso, suplementos, alimentos proteicos e produtos funcionais passaram a enfrentar maior demanda, enquanto a indústria tenta ampliar a produção para acompanhar o consumo.
Por que o whey ficou mais caro?
O aumento da procura é apontado como um dos principais fatores para a alta dos preços. O whey protein virou um produto ainda mais estratégico para pessoas que querem preservar massa magra durante processos de emagrecimento.
Além disso, empresas do setor alimentício passaram a investir mais em produtos ricos em proteína. Isso aumentou a concorrência pela matéria-prima e pressionou os preços globalmente.
Segundo a Reuters, a movimentação já impacta suplementos, alimentos industrializados e até produtos voltados para nutrição funcional.
Dá para substituir o whey?
Sim. Apesar da praticidade do suplemento, existem alimentos e alternativas que ajudam a manter uma boa ingestão proteica no dia a dia.
Entre as principais opções estão:
- Ovos.
- Frango.
- Atum.
- Iogurte natural.
- Queijos magros.
- Leite.
- Carne vermelha magra.
- Feijão.
- Lentilha.
- Grão-de-bico.
- Tofu.
Esses alimentos podem ajudar no aporte de proteína sem depender exclusivamente do whey.
Proteína vegetal também pode ajudar
As proteínas vegetais ganharam espaço nos últimos anos e aparecem como alternativa para quem quer economizar ou variar a alimentação.
Algumas opções incluem:
- Proteína de soja.
- Proteína de ervilha.
- Proteína de arroz.
- Mix vegetais.
Apesar de algumas apresentarem menor concentração proteica que o whey, elas podem funcionar bem dentro de uma dieta equilibrada.
Como manter a proteína em dia sem gastar tanto
Algumas estratégias podem ajudar a reduzir custos:
1. Priorize comida de verdade
Em muitos casos, alimentos naturais oferecem boa quantidade de proteína por um preço mais acessível que suplementos.
2. Use o whey de forma estratégica
O suplemento pode ficar reservado para horários mais práticos, como pós-treino ou correria do dia a dia.
3. Compare o custo por dose
Nem sempre o produto mais barato entrega melhor custo-benefício. Vale observar quantos gramas de proteína existem por porção.
4. Monte refeições mais completas
Combinar proteínas com carboidratos e fibras ajuda na saciedade e melhora o aproveitamento nutricional da refeição.
Confira também: "Fontes de proteína: 10 carnes magras para ganhar massa muscular".
O whey continua valendo a pena?
Mesmo com a alta dos preços, o whey ainda segue como uma opção prática para atingir metas de proteína. Porém, ele não precisa ser a única fonte da dieta.
A alimentação continua sendo a principal base para quem busca desempenho, recuperação muscular e manutenção de massa magra. O suplemento funciona como complemento e não substituto das refeições.